Comerciantes reclamam de poucas moedas no mercado

Anderson Carvalho –

Quem já não ouviu a frase: “Não tenho troco”? Ou ouviu do cobrador do ônibus ou do caixa no mercado que não tinha a tal moeda de 10 centavos? Situação corriqueira entre os brasileiros que sofrem com a insuficiência de moedas em circulação no mercado. Ainda mais quando determinados produtos ou serviços têm valores em centavos, como R$ 0,70 ou R$ 0,85, por exemplo. Por isso, o Banco Central do Brasil lançou na semana passada campanha online incentivando a circulação de moedas e a redução do entesouramento. A veiculação vai durar quatro semanas e estará restrita às mídias sociais (como Facebook, Twitter e Instagram).

“Esperamos o engajamento da sociedade para que possamos trazer bilhões de moedas de volta à circulação”, disse o presidente do BC, Ilan Goldfajn, quando anunciou a campanha, em 30 de agosto passado.

“Recebemos muita ajuda dos clientes com moedas para trocar. Se não fosse isso teríamos sempre dificuldade, uma vez que moedas e notas pequenas têm sido quase uma raridade no mercado”, afirma Bernadete Erthal, gerente de uma papelaria em Icaraí, na Zona Sul de Niterói.
Há quem ainda guarde moedas nos cofrinhos em casa, uma alternativa à poupança. Mas, o simpático cofrinho, ao contrário da caderneta, não protege da perda causada pela inflação. “Costumo guardar moedas no cofrinho para usar quando preciso”, disse o oficial da Marinha Romero Sousa.

Segundo o BC, desde 1994 foram emitidas quase 25 bilhões de moedas de Real, chega-se ao número estimado de 8,7 bilhões de moedas entesouradas, que correspondem a aproximadamente R$ 1,4 bilhão. “Algo que ocorre em todo o mundo é mantermos uma grande quantidade de moedas fora de circulação, entesourada nos cofrinhos, gavetas ou carros, seja para poupar ou por simples esquecimento ou perda. O problema é que o conjunto dessas moedas retiradas de circulação no Brasil representa cerca de 35% do total”, afirmou Goldfajn. Este acrescenta que a quantidade de moedas hoje alcança R$ 6,3 bilhões em valor, o que corresponde a uma disponibilidade per capita de R$ 31 em moedas, equivalente a 123 unidades por habitante.

Em 2016, foram postas em circulação 761 milhões de unidades de novas moedas, número 11% superior ao de 2015, quando foi disponibilizado um total de 685 milhões de unidades. Em 2017, até 31 de julho já foram disponibilizadas 434 milhões de novas moedas.

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