Comerciantes locais desconhecem notificações de desapropriações em Icaraí

A possibilidade de mudanças para a construção da rotatória, em forma de praça, na Rua Mem de Sá com Miguel de Frias, em Icaraí, está dividindo opiniões entre os niteroienses. O sentido da primeira via será mudado e a ideia é diminuir o gargalo da Avenida Roberto Silveira. A mudança foi anunciada no final do ano passado e faz parte de um plano de mobilidade urbana para Niterói que compreende várias frentes de obras, como o alargamento da Marquês do Paraná e revitalização do Centro.

De acordo com imagens divulgadas do projeto, a esquina da Rua Mem de Sá com a Miguel de Frias ganhará uma rotatória e para a mudança será necessário fazer algumas desapropriações. Uma pequena via de acesso será construída para motoristas que estiverem na Rua Castilho França e quiserem seguir para a própria Miguel de Frias. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade informou que a intervenção permitirá que moradores de Santa Rosa e do Jardim Icaraí acessem a Praia de Icaraí e a Fagundes Varela com mais facilidade. No trecho inicial da Mem de Sá haverá seis desapropriações, ainda em andamento, nos números 1 e 9. A obra ainda não tem prazo definido para conclusão.

“A intervenção na Rua Mem de Sá vai melhorar a mobilidade na região e o acesso à Rua Miguel de Frias. Os benefícios serão sentidos também no trânsito da Avenida Marquês do Paraná”, contou o secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier.


No último dia 6 a Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa) publicou uma ordem de início para execução das obras de elaboração do projeto básico e executivo para intervenção viária nas esquinas das ruas Castilho França e Mem de Sá, com término para dia 1º de junho de 2020.

O gerente do tradicional bar Cobreloa, Marlon Castro, 31 anos, confirmou que ainda não existe nenhuma movimentação para desapropriação do imóvel.

“Não recebemos nenhum documento e nem participamos de alguma reunião. Ficamos sabendo da obra mas não fomos informados de nada”, contou.

Freguês há mais de 30 anos, o subsíndico Valber Moraes, 73 anos, disse que gostaria que não terminasse o bar.

“Frequento desde o antigo dono, o senhor José, e esse é um espaço tradicional da cidade. Gosto até hoje de comer no Cobreloa e tomar uma cerveja gelada. Além do apego emocional, eu acho que essa obra não vai melhorar o trânsito da cidade. Acho que a única coisa que melhoraria seriam viadutos”, frisou.

Os responsáveis pelos outros estabelecimentos do primeiro quarteirão da rua não foram encontrados pela equipe de reportagem de A Tribuna.

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