Comerciantes fazem carreata contra horário de fechamento

Alan Bittencourt

Empresários, comerciantes e trabalhadores de bares, restaurantes e quiosques fizeram uma carreata da Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco, até a Prefeitura de Niterói, na segunda-feira (8), no fim da manhã. O objetivo era lutar contra o decreto do prefeito Axel Grael que determina que esses estabelecimentos devem fechar até as 18h. Quiosqueiros também participaram da manifestação.

Eles querem a derrubada do decreto que impôs que bares e restaurantes fechem às 18h e quiosques fechem completamente. Pouco antes do meio dia, os manifestantes se reuniram na orla de São Francisco, onde organizaram uma carreata até a sede da Prefeitura.

André Silva trabalha em um quiosque em Charitas e está deseperado com o fechamento do seu trabalho.

“Afeta muito a nossa vida (o fechmanto). Sem trabalhar fica difícil. Precisamos levar o sustento para casa”, disse.

O dono do Boteco Oceânico, Marco Antônio Ferreira da Costa, reclamou mais uma vez

“Esse decreto é um absurdo. Tem que fiscalizar. Pune quem estiver errado, quem está certinho deixa trabalhar. Mas não limitar nosso horário de funcionamento. Não vamos desistir. O prefeito Axel Grael vai ter que tomar uma atitude. Se for preciso viremos todos os dias à Prefeitura”, declarou.

Simone Assis, que trabalha em um quiosque de Itaipu, quer voltar a trabalhar e não acha justo o fechamento dos quiosques.

“É um absurdo, a gente necessita do trabalho. Como vamos levar o leite pra criança? Como iremos comprar remédios? O jeito é fazer pressão até cair o decreto. Sem trabalho fica muito difícill sobreviver. Por que só os quiosques têm que fechar totalmente?”, indagou a trabalhadora.

Favorável à causa dos empresários de bares, restaurantes e quiosques, o vereador Douglas Gomes (PTC) compareceu à manifestação e tenta, na Câmara, uma forma legal de impedir a resrição no comércio de Niterói.

“Apresentei na última sexta-feira um projeto de decreto legislativo que, se aprovado, ele susta esse decreto do Axel Grael. Além disso, apresentei um projeto de lei para que todo o decreto que venha restringir o comércio seja debatido por uma comissão na Câmara Municipal composta por vereadores e representantes do comércio”, afirmou.

Ele criticou a decisão do prefeito de publicar um decreto com restrições ao funcionamento do comércio.

“Foi uma decisão tomada unilateralmente que atinge a todos nós. Por conta da decisão do STF, o prefeito tem autonomia para tomar essa decisão. Porém, infelizmente, atinge a todo o comércio. Temos aqui em Niterói um caso atípico em relação ao resto do país: estão caindo os casos de óbitos, de pessoas isoladas e hospitalizadas. Portanto, não há existe argumento algum para essa medida. Nosso trabalho é, junto com vereadores tanto da base como da oposição, é trabalhar para que esse projeto de decreto legislativo seja aprovado, para que o decreto do Axel venha a cair”, afirmou o vereador.

Após falarem palavras de ordem contra o decreto, os manifestantes formaram uma comissão com cinco pessoas para dialogarem com o prefeito. Porém, não foram recebidos por Axel Grael.

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