Comerciantes esperam que fim das obras da Transoceânica melhore o movimento

Anderson Carvalho –

Com a retomada das obras de construção das estações de BHLS no corredor viário da Transoceânica, os comerciantes na Estrada Francisco da Cruz Nunes, que amargaram prejuízos no período inicial das obras, esperam dias melhores nas vendas. A Prefeitura de Niterói anunciou que a Transoceânica será concluída em abril.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, Luiz Veira, está otimista com a melhora no comércio local.

“O pior já passou. Os comerciantes amargaram grandes prejuízos com a obra. A prefeitura interditou alguns acessos ao comércio. Nós fizemos 22 reuniões com a prefeitura, para estudar as melhores maneiras. Conseguimos vários locais que não estavam previstos para estacionamentos e foram colocados retornos. Houve total acompanhamento da obra. Agora, com a conclusão, esperamos que melhore muito o fluxo. Tem duas pistas centrais de BHLS que não são utilizadas. Os ônibus usam as pistas restantes, destinadas aos carros e acabam atrapalhando o trânsito. Quando colocarem os ônibus na pista BHLS, vai melhorar muito o fluxo dos carros para fazer compras. Assim, esperamos que consiga melhorar o movimento na Região Oceânica”, afirmou Vieira.

O mesmo pensamento tem Márcio Briggs, gerente de uma loja de pneus na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Piratininga. “Não vejo a hora desta obra acabar. A retomada é um bom sinal. O movimento já voltou a melhorar quando as duas pistas de BHLS foram concluídas. Esperamos que as vendas venham a crescer ainda mais”, contou Briggs.

Já Rita de Cássia, gerente de uma loja de materiais de construção na mesma via, é cética.

“No período das obras foi terrível. Dificultaram o acesso às lojas. Muitos carros que antes passavam por aqui, agora, com o túnel novo, passam por dentro do Cafubá. Perdemos clientela. Não acredito que vá melhorar muito o movimento”, disse. O mesmo pensa o comerciante Antônio Pizzonia, dono de um bar e mercearia na via. “Perdemos metade do movimento com a construção do túnel. O trânsito caiu muito aqui. Sem falar nos prejuízos que tivemos com a crise econômica”, lamentou Pizzonia.

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