Comerciantes de Niterói estão esperançosos após virada do ano

Faquel Morais –

Comerciantes de vários segmentos da cidade estão contentes com término do ano, e acreditam na mudança da economia para 2018. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) aposta em uma recuperação das vendas que deve variar de 4% a 5% quando comparado o mesmo período de 2017. Atenção, descontos, promoções e muita conversa, essas serão algumas artimanhas dos empresários para driblarem mais uma vez a crise e começarem o ano com o pé direito.

Para o vice-presidente da entidade, Luis Vieira, a expectativa do comércio está boa. “Na realidade estamos percebendo uma pequena melhora desde o final do ano, e o que se espera é um crescimento, mas não tão elevado. Já estamos superando o pior momento da crise e começou a hora de retomar o crescimento de venda”, pontuou.

A vendedora da loja Rani, no Centro, Camila Oliveira, 29 anos, está bastante otimista. “Viemos de um final de ano com boas vendas e esperamos que janeiro e todo o resto de 2018 continue assim”, simplificou. A gerente da Nippon, no mesmo bairro, Maria Clara Cardoso, disse que apesar da dificuldade do ano passado a loja resistiu aberta. Entre as estratégias para aumentar as vendas estão descontos, promoções, facilitamento no pagamento e atenção ao cliente. Na importadora os descontos estão chamando atenção dos clientes, como relógio de parede que era vendido por R$ 99,50 agora sai por R$ 59,50, uma diferença de 40,20% e perfume de R$ 278 por R$ 218, queda de 21,58%, por exemplo.

Em níveis nacionais o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontaram que 85% dos brasileiros tiveram que fazer cortes no orçamento em 2017 e 31% temem não conseguir pagar as dívidas este ano. A pesquisa apontou ainda que 54% dos brasileiros estão mais otimistas com o cenário econômico de 2018 e 58% acreditam que a sua vida financeira também será melhor.

As principais metas financeiras para este ano são juntar dinheiro (45%) e sair do vermelho (27%). “De um lado, o cenário de incerteza em relação a eleição presidencial que se aproxima, com alto grau de imprevisibilidade e que também afeta a percepção do mercado; do outro, a lentidão do país para superar os obstáculos que impedem a retomada da atividade econômica, situação agravada pelos níveis de desemprego ainda elevados. Fica a impressão de que a qualquer momento é possível ter de enfrentar uma demissão, por exemplo. Isso só vai mudar a médio prazo, à medida que as pessoas forem sentindo a melhora dos indicadores econômicos no dia a dia”, comentou Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil.

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