Começa audiência sobre a morte da vocalista do Kaoma

Augusto Aguiar

Começa hoje, em Saquarema, na Região dos Lagos, a primeira audiência sobre morte da vocalista do grupo Kaoma, Loalwa Braz, de 63 anos, assassinada em janeiro desse ano. A juíza Aline Dias, da 1ª Vara Única de Saquarema, preside a primeira Audiência de Instrução e Julgamento.

Três reús – Wallace de Paula Vieira, Gabriel Ferreira dos Santos e Lucas Silva de Lima – são acusados do crime de latrocínio (roubo seguido de morte). Ao todo, 15 testemunhas foram arroladas para depor. A cantora foi encontrada morta dentro de seu carro que foi incendiado, nas proximidades da residência da vítima.

Loalwa foi encontrada carbonizada dentro do veículo, no dia 19 de janeiro. Os três acusados de envolvimento no crime foram presos, e podem ser sentenciados a pena de até 30 anos de reclusão. Por ocasião do crime, familiares da cantora prestaram depoimento informando que Loalwa tinha a intenção de dispensar o caseiro (um dos três acusados) por não estar satisfeita com os serviços prestados. Segundo a polícia, o funcionário confessou envolvimento no crime, acrescentando que Loalwa ainda estaria viva quando o carro da vítima foi incendiado, na Estrada da Barreira, distrito de Bacaxá.

Pouco depois do crime o funcionário foi levado à delegacia para prestar depoimento porque estava nervoso quando foi abordado na pousada, confessando participação no homicídio. A polícia informou ainda que o trio agrediu Loalwa e usou uma faca na abordagem do suposto assalto, dentro da pousada. Como Loalwa gritava muito, eles a levaram para o carro para tirá-la do local. Na fuga, o carro teria apresentado problemas no motor e, por isso, eles decidiram colocar fogo no veículo com ela dentro. Dentro do veículo também foi encontrado um botijão de gás. Vários objetos da vítima e cerca de R$ 15 mil também foram roubados da vítima.

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