Começa a distribuição de remessas de kit intubação e outros insumos para socorrer os estados

Desde a manhã dessa sexta-feira (16), mais 2,3 milhões de medicamentos do kit intubação passaram a ser distribuídos pelo Ministério da Saúde. Os insumos foram adquiridos na China e doados ao governo federal por empresas como a Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen.

Os hospitais do SUS são os primeiros da lista a receber os kits. São eles que definem o consumo médio mensal e os seus estoques aos estados – informações essenciais para orientar, na ponta, os critérios de divisão dos lotes de medicamentos. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a ação vai reforçar a assistência ao Sistema Único de Saúde (SUS) e os cuidados aos pacientes em todo o país. “A obrigação de adquirir esses medicamentos é de estados e municípios. Todavia, estamos em uma emergência pública internacional e nós temos que tomar as providências necessárias para assegurar o abastecimento em todo o país, principalmente em municípios menores que não têm condições de compra”, afirmou.

O Rio de Janeiro vai receber cerca de 324 mil medicamentos para intubação. A falta desses medicamentos levou à autorização, por exemplo, do uso de sedativos do Centro de Controle de Zoonoses do Rio, assim como analgésicos e anestésicos, que foram levados para o Hospital Ronaldo Gazolla, unidade de referência para o tratamento da Covid-19 na rede municipal, com objetivo de suprir a escassez. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Os medicamentos não são de uso exclusivo veterinário. O Rio possui o maior número de pacientes intubados devido à doença desde o começo da pandemia.

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