Comandante do 12º BPM quer mais agilidade no combate ao crime

Wellington Serrano –

Completados 30 dias à frente do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói-Maricá), o tenente-coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra, em entrevista exclusiva à TRIBUNA, falou dos objetivos de sua gestão e sobre seu planejamento para devolver a sensação de segurança para os moradores e o combate ao tráfico de drogas. Na ocasião, ele comemorou os resultados alcançados nas metas determinadas pela Secretaria de Estado de Segurança aos roubos de carro e de rua (a ônibus, a pedestre e de celular).

“Quero devolver a paz e ter a Niterói como era antigamente, quando as pessoas saíam de casa por volta das onze horas da noite para irem ao baile. Hoje em dia esta cultura está modificada por causa da violência”, realçou.
Para isso, ele disse que na próxima terça-feira vai lançar, no Fonseca, na Zona Norte, um novo modelo de motopatrulhamento, que vai garantir 12 motos nas ruas.

“Não tenho dúvida que a ostensividade é uma das maneiras para se levar segurança. Por isso, estamos criando dois pelotões de seis motos. Agora atenderemos duas áreas e cerca de quatro bairros por dia. As motos vão fazer, além do patrulhamento normal, os trabalhos focados nas operações de parada de veículos e motos que são usadas para o tráfico de drogas”, declarou o comandante, que pretende levar esse serviço para Maricá.

Sylvio Guerra quer humanizar o ambiente do batalhão, através de eventos, como feiras de carros antigos e encontros de motociclistas, e disse que vai organizar ações sociais com a população.

“Sempre em meus comandos tenho muito esse costume de trazer as pessoas para o batalhão. Temos o espaço necessário e em breve daremos início aos convites para as associações beneficentes estarem conosco”, disse Guerra.

MADRUGADA
Horário que mais ajuda a elevar a sensação de insegurança, o comandante disse que trabalha para colocar mais policiais nas ruas durante a madrugada.

“Estamos focando nisso, pois na nossa mancha criminal percebemos que entre 2h e 6h da manhã alguns tipos de crimes e delitos acontecem e trazem muito desespero para a sociedade e isso acarreta sensação de insegurança”, lamentou.

CDL e Batalhão nos bairros
Segundo Guerra, a Câmara dos Dirigentes Lojistas convidou o 12º BPM e os delegados para encontros nos bairros para conversar com a população.

“Fizemos o primeiro encontro na 81ª DP, em Itaipu, e na próxima quarta-feira estaremos na 79ª DP, em Charitas. Trata-se de uma ocasião para estarmos com os representantes da prefeitura e da sociedade civil organizada para conhecermos a realidade de cada região”, afirmou o comandante.

Guerra vai usar as redes sociais para também levar sensação de segurança aos moradores.

“Temos utilizado o Instagram do batalhão para isso e com apenas 15 dias estamos com 1.350 seguidores e vamos divulgar nossas ações”, disse ele ao divulgar o endereço, que é @12bpmoficial.


METAS

O comandante comemora que os roubos têm diminuído na cidade, abaixo dos limites considerados aceitáveis pela Secretaria estadual de Segurança. Dados do batalhão, ainda não consolidados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), revelam que em fevereiro foram registrados 78 roubos de carros em Niterói, enquanto a meta é de 185 registros.

“Esse tipo de crime diminuiu no município graças ao nosso trabalho de incursão nas comunidades e a ostensividade. Temos feito o acompanhamento on-line dos registros desses crimes nas delegacias diariamente. E movemos o patrulhamento de acordo com as áreas de maior incidência de casos. O importante é que foi uma reduzida muito boa”, afirmou o tenente-coronel Guerra.

O batalhão da cidade também conseguiu fazer com que os roubos de rua (a ônibus, a pedestre e de celular) ficassem no patamar aceitável. Foram 167 esse mês, quando a meta para o período direcionada pela Secretaria estadual de Segurança é de 446.

“Isto é, estamos com menos 269 assaltos”, comemorou Guerra, que sobre a meta de letalidade violenta, que inclui homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente, disse que a secretaria colocou como meta 25 mortes em fevereiro e os números mostram apenas nove, isso é menos 16.

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