Com uma das agendas de sustentabilidade mais avançadas do Brasil, Niterói chega à COP26

Entre os dias 06 e 16 de novembro, o prefeito de Niterói, Axel Grael, e o secretário municipal do Clima, Luciano Paez, estarão reunidos em Glasgow, na Escócia, marcando a presença da cidade na COP26. Reunindo representantes de governos locais de diversos lugares para participar da maior conferência de clima do mundo, a agenda inclui reuniões bilaterais sobre possíveis projetos de financiamento para a crise climática, divulgação de boas práticas criadas pela cidade, como a iniciativa Niterói de Bicicleta, e um encontro das cidades brasileiras liderado pelo prefeito Axel.

Niterói tem um grande potencial no enfrentamento às mudanças climáticas. Pioneira na criação de uma secretaria dedicada exclusivamente às questões climáticas – Secretaria do Clima (SECLIMA) -, a cidade avança rumo ao desenvolvimento urbano sustentável, respeitoso com o meio ambiente e resiliente.

Dentre as diversas ações voltadas à agenda climática, a cidade inventariou suas emissões durante os anos de 2016 e 2018, e mostrou que, em três anos, Niterói diminuiu em 18% a quantidade de emissões, calculadas em toneladas. Em 2021, a cidade foi a primeira do Brasil a criar o Fórum Municipal de Mudança Climática com ampla participação social, e uma das primeiras aderir à Declaração de Edimburgo, documento de posicionamento dos governos locais de todo o mundo em contribuição à negociação do Novo Marco Global para a Biodiversidade Pós-2020.

“É preciso ratificar para as lideranças internacionais que os governos locais brasileiros estão preocupados e engajados nesta missão de conter o aquecimento global. Vivemos um momento decisivo para o futuro da humanidade. Apesar de, infelizmente, não termos um consenso a este respeito no Brasil, temos a esmagadora maioria dos governantes conscientes de que precisamos pensar, agir e cobrar ações locais, regionais, nacionais e planetárias para evitarmos uma catástrofe. Não há escolha, o desenvolvimento será sustentável ou, simplesmente, não acontecerá”, disse Axel Grael.

Este é o primeiro grande encontro internacional sobre meio ambiente e mudanças climáticas a ser realizado após o início da pandemia.

“Se sairmos desta pandemia da mesma forma como entramos, teremos perdido uma oportunidade histórica. Ao mesmo tempo em que nos deixou ainda mais longe dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, a Covid-19 chamou a atenção do mundo sobre a importância e urgência do cumprimento do Acordo de Paris de 2015, que foi um marco nas negociações internacionais sobre o clima”, disse Axel Grael sobre a Agenda 2030 como ferramenta para transformação de desafios em oportunidades.

A Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima é o evento global anual mais estratégico para o debate multissetorial sobre a agenda climática. Neste ano, em sua 26º edição, representantes do mundo todo e de diversos setores da sociedade estão se reunindo em Glasgow, Escócia, até o dia 12 de novembro, para debater e revisar o cumprimento das metas e compromissos assumidos pelas partes no Acordo de Paris há 5 anos, e endereçar outros temas prioritários para a presidência britânica no âmbito da mitigação, adaptação, financiamento climático e colaboração.

ACORDO DE PARIS

De acordo com a WWF-Brasil, em 12 de dezembro de 2015, durante a COP21 foi firmado o Acordo de Paris. Compromisso firmado entre 195 países com meta na redução da emissão de gases do efeito estufa. Ou seja, para combater a crise climática, após várias negociações, os países assinaram o Acordo, que entrou em vigor em 4 de novembro de 2016. A principal meta do Acordo de Paris é manter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo dos 2ºC, para garantir um futuro com baixa emissão de carbono, adaptável, próspero e justo para todos.

Ainda de acordo com a organização as principais metas do governo brasileiro são: aumentar o uso de fontes alternativas de energia, aumentar a participação de bioenergias sustentáveis na matriz energética brasileira para 18% até 2030, utilizar tecnologias limpas nas indústrias, melhorar a infraestrutura dos transportes, diminuir o desmatamento e restaurar e reflorestar até 12 milhões de hectares. A cada cinco anos os governos devem comunicar o andamento de suas metas e se já estiverem alcançando, devem criar mecanismos para elevá-las, tornando-as mais ambiciosas.

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