Com surpresas de última hora, São Gonçalo define candidatos à Prefeitura

Cidade tem oito postulantes ao cargo de prefeito e pelo menos 600 ao de vereador

São oito as candidaturas majoritárias confirmadas à Prefeitura de São Gonçalo e pelo menos 600 aspirantes às 27 cadeiras da Câmara de Vereadores na primeira eleição sem coligações proporcionais (ao Legislativo) após a minirreforma eleitoral, obrigando as legendas a preencherem sozinhas as nominatas com no máximo 41 candidatos por partido. A campanha começa pra valer no dia 27 de setembro e durará 45 dias até o primeiro turno, que ocorrerá excepcionalmente no dia 15 de novembro devido à pandemia. Caso haja, o segundo turno será no dia 29 de novembro.

O atual prefeito de São Gonçalo, o médico José Luiz Nanci (Cidadania), é candidato à reeleição na chapa com Márcia Valéria, do mesmo partido, como vice-prefeitável, sob o slogan “Melhor o certo do que o duvidoso”, numa aliança entre MDB e PV que aposta na continuidade da gestão municipal vigente. Seu vice, eleito com ele no pleito passado, o empresário Ricardo Pericar, rompeu relações com Nanci em 2017 e este ano se lança candidato a prefeito pelo PSL, na chapa com o pastor Artur Belmont (Democracia Cristã) a vice, em uma aliança que inclui ainda o apoio do PTB local.

O partido Republicanos em São Gonçalo anunciou Dejorge Patrício como candidato a prefeito, numa coligação intitulada “Amor a São Gonçalo”, com mais oito partidos além dele próprio: PRTB, PMB, PSC, DEM, PMN, Patriota, PP e Solidariedade. Deste último partido veio o vice da chapa, Marco Antonio Lagos de Vasconcellos, o Marquinho Solidariedade – antes conhecido como Marquinho da Força, por sua liderança sindical. Marquinho disse que, apesar da ótima relação com Dejorge, foi pego de surpresa com o convite, feito na tarde de quarta-feira (16), o último dia das convenções e definições de nomes.

Após afirmar veementemente que o partido teria candidatura própria à Prefeitura e negar qualquer intenção de aliança com o PT, o presidente do PDT de São Gonçalo, o ex-vereador Marlos Costa, acabou compondo como vice na chapa encabeçada pelo petista Dimas Gadelha, médico e ex-secretário de Saúde local. Marlos teve votação expressiva para prefeito em 2016. A coligação “São Gonçalo pode mais” conta ainda com PROS e Rede. A união de forças teve o empurrãozinho do pedetista Rodrigo Neves e do petista Fabiano Horta, prefeitos respectivamente de Niterói e Maricá.

Avante e PL em São Gonçalo oficializaram a coligação que disputará as eleições deste ano, sendo respectivamente o Capitão Nelson, ex-deputado estadual e vereador licenciado, o candidato a prefeito e Sérgio de Oliveira Gevu o seu vice.

Já o ex-deputado federal Roberto Sales (PSD), que votou a favor do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, encabeçará a chapa majoritária que disputa o Executivo gonçalense, em aliança com o PTC. Porém, ainda articula com apoiadores quem será o seu vice-prefeitável. Da bancada evangélica em Brasília, o ex-coordenador da campanha vitoriosa de Marcello Crivela à Prefeitura do Rio diz que o foco de seu mandato será no desenvolvimento e na organização da cidade, na efetividade dos serviços básicos e na geração de emprego e renda através de incentivo fiscal a ser criado, fomentar os setores naval e industrial, realizar uma reforma administrativa para reduzir secretarias municipais.

O PSTU traz a única mulher de todas as chapas: a candidata a prefeita Dayse Oliveira, professora como seu vice, Roberto Baeta. Na nominata, apenas um candidato a vereador, Raoni Lucena, servidor técnico administrativo em educação na UFF e coordenador licenciado do sindicato dos trabalhadores da universidade.

Todos são personagens conhecidos do cenário político gonçalense, exceto Isaac Ricalde (PCdoB), prefeitável na chapa composta com a professora Ana Cardinal (PSOL). Esta aliança, a candidatura do PSTU e a chapa PT-PDT formam a frente de esquerda da corrida eleitoral de 2020, que apresenta este ano um forte componente ideológico, marcado pela polarização esquerda versus direita, fomentada desde Brasília pelo presidente da república. Há seis anos à frente do diretório municipal do partido em São Gonçalo, Ricalde foi reeleito presidente em novembro do ano passado. Na quinta-feira (17), ele recebeu o duro golpe da perda do filho Bernardo, que estava na UTI Neonatal do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) desde seu nascimento prematuro, de sete meses, na última segunda (14).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezenove − onze =