Com Selic em 2% o momento é ideal para investir em imóveis

Raquel Morais

A crise financeira que a pandemia do coronavírus causou em todo o país está, aos poucos, tomando novos rumos. Desemprego, postos de trabalho fechados e investimentos que pararam de render e se tornaram grandes elefantes brancos para algumas pessoas. Esses são alguns exemplos de como a crise está prejudicando as pessoas. Mas e quando na contramão de todos esses problemas o período se torna bom? Em alguns casos o ditado: ‘enquanto uns choram, outros vendem lenços’, nunca fez tanto sentido, e nessa semana a taxa Selic está em 2%, índice histórico desde 1986. Nesse contextos investir em imóveis é um negócio atrativo.

Em 2015 a taxa Selic esteve com índices baixíssimos em 14,25% e por isso o patamar de 2% é histórico. A taxa implica diretamente na taxa de juros de financiamento, logo estando baixa, o juros fica mais baixo. Isso é positivo para quem quer comprar um imóvel com taxas de financiamentos muito baixas. “Muitas pessoas que investiram seus recursos em fundos e ações perderam dinheiro nesta pandemia e alguns estão tendo prejuízos bastante consideráveis pois somente em março de 2020 a bolsa variou 35% para baixo. Os números melhoraram em alguns períodos, mas há muitas oscilações e o cenário ainda é bastante incerto. Além de não sofrer diretamente com as variações da bolsa, investimentos em imóveis não têm relação direta com a quebra dos bancos e não podem ser congelados pelo governo como a poupança”, explicou o CEO e gestor de imóveis, Eduardo Luíz.

Em Niterói, o diretor de uma imobiliária, Bruno Albertassi, já percebe um aumento na procura de imóveis na região. “A cidade tem pouca oferta de venda e temos público e não temos tantos empreendimentos. Mas já percebemos esse movimento de interesse muito maior no período que estamos vivendo. Por exemplo, no Rio de Janeiro, o aumento já foi de 40% em setembro, no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Essa taxa Selic baixa é muito positivo para quem quer investir no imóvel. As pessoas, antes, colocavam o dinheiro em poupança e deixavam de investir em outros setores. E agora, com o setor financeiro muito instável e os juros baixos temos mais negociações. O único impeditivo que temos é o desemprego que é o inimigo do mercado”, pontuou.

O economista Gilberto Braga explicou que a crise dá sinais de atenuação, o que não quer dizer que a economia vai voltar logo no primeiro momento. Nessa semana saíram dados de projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontando que a economia vai encolher 5,9% em 2020 e no mês passado era previsto o recuo entre 9% e 10%. “Na prática ainda estamos com desempenho ruim da economia. Todos os investimentos produtivos ficam prejudicados e a volta não é automática. Dentro da cidade temos um movimento diferenciado. A classe média melhorando as condições de moradias e aproveitando os estoques e ofertas com juros baratos. E a classe mais baixa optando pela troca do aluguel para a casa própria, principalmente em imóveis na planta”, ponderou.

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