Com restrições, vacinas Covaxin e Sputnik estão chegando ao Brasil

As vacinas Covaxin, da fabricante indiana Bharat Biotech, e Sputnik V, do Centro Gamaleya, na Rússia foram aprovadas no dia 4 de junho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sob condições especiais para importação. Trata-se de uma autorização diferente do registro e da liberação para uso emergencial. Ela diz respeito somente a lotes específicos, produzidos em fábricas inspecionadas pela Anvisa, e se baseia em pareceres e relatórios técnicos emitidos por autoridades sanitárias de outros países.

“A aprovação com uso controlado, em quantidades limitadas, se deu em contexto crítico do agravamento da pandemia, a partir de demanda das autoridades estaduais de saúde e do Ministério da Saúde”, explica Alex Campos, diretor da Anvisa e relator do processo que levou à decisão.

Cada lote deve passar por análise laboratorial em um centro da Fiocruz; somente adultos saudáveis devem receber as vacinas; e os importadores, estados e Ministério, se responsabilizam por garantir a segurança e a eficácia das doses.

No total, 4 milhões de doses da Covaxin adquiridas pelo Ministério da Saúde chegarão ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) sob essas condições.

Já a vacina russa obteve duas aprovações diferentes. A primeira, no dia 4, foi solicitada pelo Consórcio Nordeste, formado por Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí, que também conta com a participação de Niterói e Maricá, que poderá importar 928 mil doses, para inocular 1% de sua população durante o mês de junho.

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