Com reflexões existenciais, monólogo ‘Autorretrato’ é gravado na Biblioteca Parque e exibido pela FAN

Um médico plantonista que contraria as regras e inova no tratamento de seus pacientes psiquiátricos, substituindo as terapias tradicionais por arte. Este é o enredo de “Autorretrato”, monólogo inédito escrito, dirigido e interpretado por Carrique Vieira, diretor da Companhia Ópera Prima Teatral, responsável pela produção e pelo figurino. A peça será filmada na Biblioteca Parque de Niterói na sexta-feira às 10h para ser exibida on-line, devido à pandemia, pelas redes sociais da Prefeitura de Niterói em programação a ser divulgada na próxima semana pela página da Fundação de Arte de Niterói (FAN).

“Autorretrato é uma encenação sofisticada do ponto de vista estético, que usará elementos das artes plásticas e a trilha sonora de Phillip Glass que conduzem o espectador a uma viagem psicológica junto com o protagonista. Queremos que o público experimente a jornada emocional desse personagem, um homem angustiado em busca de um acerto de contas com seu passado”, adianta Carrique, conhecido no meio artístico e pelo público pela produção de eventos em espaços não convencionais, utilizando todas as modalidades das artes.

O texto aborda temas como: a busca da fama, a necessidade de reconhecimento, a vaidade e o egoísmo em contraponto a sentimentos como culpa, medo e angústia, que acompanham o homem contemporâneo. “O texto é potente e instigante, apresentando um humor inteligente e profundo, que toca em questões comuns a todo ser humano”, comenta André Luiz de Bragança, ator e professor de artes cênicas responsável pela fotografia da produção.

No palco, o personagem está preso a uma circunstância pitoresca: ele está desaparecendo, e parece não haver formas de interromper o processo. A partir deste momento, o personagem parte em uma retrospectiva mental de sua vida, buscando a compreensão daquele fenômeno. Com o pouco tempo que lhe resta, o personagem revive encontros, relembra sua trajetória, e reencontra o amor à arte. O monólogo é acessível a surdos, com a tradução simultânea em Libras por Bernadete Araújo.

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