Com assinaturas mensais, carros de aluguel caem no gosto do público

O ano de 2022 certamente ficará marcado como o “fim da linha” para os modelos de carros conhecidos como “populares”. O adjetivo estava cada vez mais distante da realidade da maioria dos brasileiros de classe média, já que um automóvel 0 km como o Gol, por exemplo, sai a aproximadamente R$ 75 mil. Isto fez com que o mercado de aluguel de automóveis ganhasse força, com variações que permitem até mesmo assinaturas mensais.

Alugar um carro em vez de comprar cada vez mais está caindo no gosto do brasileiro. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Locadores de Automóveis, divulgada no final de março deste ano, o índice de locação de carros aumentou 33% em 2021, em relação ao ano anterior. O professor Marcelo Almeida, que mora em São Gonçalo, aponta que uma das vantagens de alugar é que, quando não há mais utilidade, é só devolver o veículo.

“Cheguei a rodar um pouco em aplicativo depois que sai do emprego em que eu estava, mas agora consegui outro e não rodo mais. O bom do carro alugado é isso, se não está contigo você não paga”, disse.  No entanto, ele aponta que, quando não há possibilidade de o veículo ter gás natural veicular (GNV), o custo acaba sendo elevado e os ganhos ficam menores.

“O valor da prestação e seguro de um carro próprio equivalem ao aluguel, mas a possibilidade de colocar GNV aumenta os ganhos. Quanto a manutenção, se o problema for causado pelo motorista, como pneus, batida, etc., paga franquia do mesmo jeito, não vejo isso como um benefício”, completou.

A gerente de vendas Gina Villarim também é adepta aos carros de aluguel. No seu dia a dia, ela tem optado por usar carros de aplicativo por conta do trânsito estressante. Nos finais de semana e férias, quando quer passear, aluga um veículo. Ela enumera uma série de vantagens que tem observado.

“Eu já aluguei carro. A vantagem para mim é não ter que se preocupar com seguro, somente com franquia se houver um acidente grave. Tem a facilidade de ter um carro bom, novo, da marca que você quiser e também não se preocupar com a desvalorização quando tiver que vender. Carro desvaloriza tanto que não compensa mais comprar um zero. Uso muito para viajar, passear, e os gastos são menores”, explicou.

Como funciona

De acordo com a empresa Localiza, uma das mais populares do ramo, o serviço carro por assinatura é uma solução de mobilidade recente no mercado brasileiro, em que o cliente garante o uso de um veículo novo por um período determinado e que tem a possibilidade de escolher o carro que desejar. Não há preocupação com custos de documentação, manutenção e revisão, seguro e sinistros. A empresa oferece o serviço “Meoo”, lançado em 2020, com planos de até 48 meses e que podem chegar até 3.000 km por mês. A contratação pode ser feita pelo site, WhatsApp, telefone ou presencialmente e, imediatamente, o cliente já pode utilizar o veículo.

O cliente tem o direito de usufruir do carro escolhido e a todo o pacote de benefícios previstos em contrato e, em relação aos deveres, são aqueles previamente estabelecidos, também, em contrato: pagar a mensalidade em dia, conferir sua franquia de quilometragem mensal, abastecer o carro, ter ações seguras para proteger o carro de roubos e furtos e manter a revisão em dia.

Segundo levantamento feito pela empresa, os clientes que assinam carros são pessoas físicas e pequenas e médias empresas que consideram que usar ou experimentar é mais vantajoso que comprar. Como essa modalidade atende a diferentes perfis, a Localiza também tem clientes como microempreendedores individuais (MEI), pequenas empresas de tecnologia e manutenção. A demanda pelo serviço tem crescido ao longo dos últimos anos.

Principal opção para o lazer

Recentemente, a Localiza realizou uma pesquisa que apontou que o carro alugado é opção primordial para lazer entre os brasileiros – sendo escolha de 48% dos respondentes. Em 2022 acreditamos que as pessoas seguirão preferindo o uso em detrimento da posse e o carro se manterá como um grande parceiro, inclusive, dos turistas.

A reportagem de A TRIBUNA procurou outras empresas especializadas no ramo, que são a Flua! e a Movida, mas ambas não retornaram aos contatos.

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