Com 10 meses de atraso barca Itacoatiara faz sua primeira viagem

Pedro Conforte

A previsão era janeiro, mas apenas ontem o catamarã Itacoatiara fez sua primeira viagem entre Niterói e Rio de Janeiro. Depois de quase 10 meses, a embarcação se junta agora as barcas Pão de Açúcar e Corcovado que já estão fazendo a travessia Praça XV/Praça Arariboa desde o ano passado. Com capacidade para duas mil pessoas, Itacoatiara é o terceiro catamarã – de sete no total – que estão sendo produzidos na China. Apesar da comemoração pela viagem inaugural, o Governo do Estado não tdeu previsão de quando terá dinheiro para liberar as outras quatro embarcações.

A Itacoatiara chegou as terras brasileiras no final de 2015, porém só foi liberada agora porque o Estado efetuou o pagamento de 17 milhões à empresa chinesa responsável pela fabricação das embarcações, que estava em atraso. Com ar-condicionado, televisão, janelas panorâmicas, espaço para cadeirantes, bicicletários e 18 banheiros, a barca fez sua primeira viagem com passageiros nesta quinta-feira (29). Ao todo, são cerca de 85 mil pessoas que fazem a travessia entre o Rio e Niterói diarimanente, segundo dados da CCR Barcas, concessionária que administra o transporte aquaviário.

“O Governo fez um esforço grande para colocar a embarcação em operação, não foi fácil liberar. Hoje é um dia para comemorar. Chegando a Praça XV já se pode ter um vislumbre da melhoria do transporte de massa”, falou Rodrigo Goulart de Oliveira Vieira, secretário Estadual de Transporte. Questionado sobre quando a próxima embarcação ( barca Copacabana) chegará ao Rio de Janeiro, o secretário disse que: “ estamos fazendo um esforço para conseguir os recursos para liberar o mais rápido possível”.
O secretário Estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, afirmou que Governo está empenhado para trazer as outras quatro barcas da China. “Acredito que ao longo dos próximos meses as quatro barcas já estarão navegando na Baia de Guanabara”.

Inicialmente a embarcação Itacoatiara fará apenas travessias nos horários considerados de pico. Após estas primeiras viagens serão expandidas de acordo com a necessidade da concessionária. Para Felipe Oliveira, de 32 anos, que usa o transporte aquaviário diariamente, as novas embarcações são muito boas.

“Se todas as barcas fossem igual a esta, a travessia seria muito boa. Se não estou olhando pela janela, não dá nem para perceber que a embarcação deixou a estação. Muitas vezes em horário de pico acabo voltando em pé. Acredito que com a chegada de mais uma barca grande, como esta, isto não irá acontecer”, declarou Felipe.

Além da embarcação Copacabana, que é a próxima a chegar, estão sendo produzidas a Parque da Cidade, Forte Santa Cruz e Arariboia que estão em diferentes fases de produção.

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