Colégio Brasil: após um ano do incêndio, nada mudou

Raquel Morais –

Na próxima sexta-feira, 8, o incêndio que destruiu parte do Casarão Histórico do antigo Colégio Brasil, localizado dentro do condomínio Solar do Barão, no bairro Fonseca, completa um ano. A administração do conjunto habitacional continua na luta por uma solução para o espaço, e informou que está dando entrada na justiça, dentro dos próximos dias, solicitando o usucapião para o condomínio.

A síndica do condomínio Elizabeth Oliveira, 52 anos, explicou que continua aguardando uma posição do poder público sobre o casarão, que é tombado. “O casarão está dentro do condomínio mas não é nosso. A família Brasil não se manifesta sobre o assunto e nem contato deles nós temos. A prefeitura não nos ajuda nesse sentido e estamos realmente de mãos e pés atados. Faço o que posso para minimizar os riscos que os escombros podem oferecer para os moradores. Tive que fechar com um muro umas partes do casarão e também tive que jogar um pouco de concreto na parede principal para evitar a queda de escombros”, explicou.

Enquanto o impasse na administração do local não é resolvido o problema continua. Os roedores continuam fazendo ninhos dentro do casarão, o reboco de algumas partes continua caindo e os moradores continuam cobrando uma solução mais imediata desse problema. “Acho que tem que revitalizar, construir mais um prédio, construir uma biblioteca ou até mesmo o museu do índio, como foi ventilado no ano passado. O que não pode é continuar como está. É um espaço que tem uma história e uma parte cultural importante para a cidade e infelizmente está sempre piorando ao longo dos meses”, pontuou a psicóloga Raquel Magalhães, 51 anos.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre essa situação mais até o fechamento dessa edição não se manifestou sobre o assunto. A Polícia Civil também foi procurada pela reportagem para explicar como estaria a investigação do incêndio, mas também não se manifestou sobre o assunto. O incêndio aconteceu por volta das 5h do dia 8 de junho de 2017 e tem várias linhas de investigação, desde a criminal até um balão que teria caído nas ruínas. O espaço foi construído pela Família Brasil, onde até mesmo o cantor Roberto Carlos estudou. Ao todo o condomínio tem quatro blocos, 352 apartamentos e cerca de 1.100 moradores.

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