Colapso nas cidades vizinhas pode aumentar procura por leitos em Niterói

O alastramento dos casos de coronavírus no Rio de Janeiro chama atenção para diversos problemas que as unidade de saúde estão enfrentando. Alguns leitos destinados para internação do tratamento da doença de alguns hospitais já estão quase lotados. O colapso na saúde pública deve piorar ainda mais com o passar dos dias e avanço da doença. Apesar de preocupante a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) afirma que em caso de necessidade, dependendo do caso do paciente, a transferência para unidades de todo o estado faz parte do protocolo de atendimento.

A SES informou que quatro unidades no Rio de Janeiro estão tratando de pacientes com Covid-19 e as taxas de ocupação de leitos são preocupantes. No Instituto Estadual do Cérebro o índice chega aos 90,9% de UTI, ainda segundo informe, no Hospital Universitário Pedro Ernesto – 66,6% de UTI e 30% de enfermaria; no Hospital Regional do Médio Paraíba – 44,3% de UTI e 55,4% de enfermaria; e no Hospital Estadual Anchieta – 42,8% de UTI e 42,6% de enfermaria. A pasta foi questionada sobre os dados do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, e do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), em Niterói; mas não divulgou essas taxas até o fechamento dessa edição, informando apenas que atualmente, a taxa de ocupação nas unidades da rede estadual é de 64% em leitos de enfermaria e 76% em leitos de UTI.

Uma questão que preocupa os munícipes é em relação ao atendimento da rede pública em cada cidade.  A SES esclareceu que transferências entre unidades fazem parte do protocolo estabelecido pela secretaria para não sobrecarregar as equipes das unidades e o atendimento prestado, já que os pacientes de Covid-19 necessitam de preparo específico pela gravidade dos quadros. Isso faz com que a SES encaminhe o paciente de forma alternada para as diferentes unidades espalhadas pelo território.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que possui nove pacientes internados para o tratamento, sendo três em UTIs e seis em leitos de enfermarias. Ao todo possui 333 leitos sendo 27 para CTI sendo: Pronto Socorro Central com 83 leitos (17 CTIs), Hospital Luiz Palmier (vai abrir 100 leitos para coronavírus), Hospital de Retaguarda Gonçalense com 100 leitos (10 CTIs) e Upa Pacheco e Nova Cidade com 15 leitos cada uma.

Já a Prefeitura de Niterói informou que, para Covid19, o município possui 40 leitos de CTI na Unidade Hospitalar de Suporte Avançado (Hospital Oceânico), onde não há paciente internado até o momento, com previsão de acionamento gradativo de mais 100 leitos. No Hospital Municipal Carlos Tortelly são 14 leitos de CTI no, com 10 pacientes internados, o que corresponde a 71% de ocupação.

Mas a administração municipal de Niterói não se manifestou sobre o assunto quando questionada sobre a aceitação de pacientes de outros municípios nas unidades de saúde.

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