Cláudio Castro troca secretários de Saúde e Fazenda

Após tomar posse efetivamente como governador do Rio de Janeiro, no último sábado (1º), o governador Cláudio Castro inciou hoje (4) mudanças no secretariado do governo. Assim, Nelson Rocha foi nomeado como novo secretário de Fazenda e Alexandre Chieppe foi designado para o cargo de secretário de Saúde. Os técnicos vão assumir os lugares de Guilherme Mercês e Carlos Alberto Chaves, respectivamente.

Chaves deixa a direção da Saúde em meio ao combate da crise do Coronavírus, mas continua na pasta. Agora ele passa a coordenar exclusivamente toda a logística de distribuição de vacinas da secretaria do Estado de Saúde (SES). As nomeações serão publicadas no Diário Oficial de hoje (5). “Este é um momento crucial para o Estado do Rio. Temos diversos desafios, entre eles a pandemia e a situação econômica do Rio, agravada pela Covid-19. Confio no trabalho de ambos e desejo sorte. Agradeço a dedicação e atuação do secretário Mercês, que teve importância fundamental no processo de recuperação fiscal do Estado. Quero deixar meu agradecimento também ao Chaves pelo resultado até aqui”, ressaltou o governador.

O novo secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, é servidor da Secretaria de Estado de Saúde há 21 anos e é porta-voz da pasta há quase uma década. Obstetra e ginecologista formado na UFRJ, Chieppe exerceu ainda o cargo de subsecretário de Vigilância em Saúde na secretaria e foi o coordenador durante a pandemia da dengue, em 2008.

A indicação de Chieppe para a Saúde tem um fundo político, pois sela o apoio dos Progressistas (PP) ao seu governo e também uma moeda de troca em busca de uma aliança em uma possível campanha de Castro à reeleição. O nome do sanitarista foi indicado pelo deputado federal Dr. Luizinho (PP).

Pós-graduado em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas, Nelson Rocha começou sua carreira na iniciativa privada e atuou em empresas como Ampla e Light. Na área pública, foi assessor Chefe do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e secretário de Fazenda durante a gestão de Benedita da Silva (PT), em 2002. Rocha foi ainda vice-presidente da Superintendência de Desportos do Rio (Suderj) e do time de futebol Vasco da Gama na gestão de Roberto Dinamite, entre 2009 e 2012.

Rocha não teve indicação política, mas a motivação da sua entrada é para que o governo Castro a partir de agora consiga criar uma identidade própria de gestão, alterando posições chaves no secretariado nomeado por Witzel, que sofreu impeachment na última sexta-feira (30).

Ao longo da semana, a reforma do secretariado pode se ampliar. Castro quer usar as mudanças para promover um rearranjo das forças políticas do Estado como forma de construção de uma frente de centro-direita pensando nas eleições de 2022. Outras legendas que podem entrar com indicações são PL, MDB, PSD e PSL, Republicanos e Solidariedade.

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