Circuito Arariboia promove feiras virtuais e presenciais em Niterói

Empreendedores de economia solidária, dentre eles artesãos, nas suas diversas especificidades, agricultores familiares e agricultores de alimentos orgânicos, produtores de alimentos, cervejas artesanais, produtores de mel, participam das quatro feiras que compõem o Circuito Arariboia. As feiras acontecem quinzenalmente, às quintas-feiras ao lado do Terminal João Goulart, das 7h às 18h. Também na Praça Dom Navarro, em Icaraí, todas as sextas das 8h às 16h. Aos sábados, das 7h às 14h, a feira está no Campo de São Bento, em Icaraí; e na Praça das Amendoeiras, em Itaipu. Já as feiras virtuais são transmitidas às quartas-feiras, às 16 horas, pela rede social do Fórum de Economia Solidária de Niterói.

A aposentada Alice Molin é artesã e conta que tem nas feiras o complemento de sua renda. “A pandemia mudou minha visão como empreendedora. Passei a ter mais visão de produção, prazos de entrega, escolha de materiais, e melhor condição de precificação. Muitas dessas coisas eu aprendi nas oficinas da Economia Solidária e passei a aplicar com mais seriedade. Com o benefício assistencial da prefeitura para o pessoal da economia solidária, o que eu gastaria com alimentação em casa, o cartão veio suprir essa parte, passei a investir em material de qualidade. Essa ajuda foi fundamental com as feiras fechadas”, afirma a artesã.

“A SMASES vem priorizando ações de economia solidária. As feiras do Circuito Arariboia representam uma alternativa inovadora na geração de renda e inclusão social. O circuito incentiva o comércio justo e o consumo solidário. Temos o objetivo de fomentar ainda mais atividades econômicas sustentáveis, numa perspectiva de aquecer a economia e promover o desenvolvimento local, iniciativas importantes considerando as drásticas consequências que a pandemia de Covid-19 provocou”, destacou o secretário municipal de Assistência Social e Economia Solidária (SMASES) da Prefeitura de Niterói, Niterói, Vilde Dorian.

A edição virtual da feira passou a acontecer por causa das restrições impostas pela pandemia. O Coordenador de Economia Solidária do município, Maicon Carlos, explicou que desde o ano passado, quando as feiras presenciais foram paralisadas, a edição on-line teve início.

“Passamos a oferecer a feira virtual e, na quarta (11), foi realizada a 50ª feira virtual. Além da comercialização dos produtos, há um intercâmbio com trabalhadores de economia solidária de outros locais. A feira funciona como uma espécie de vitrine, sempre com um convidado diferente, que poderá mostrar seu trabalho e ampliar sua rede de venda e comercialização. A feira remota é uma estratégia da Economia Solidária, junto com o Fórum de Economia Solidária, para tentar minimizar os impactos provocados pela Covid-19”, disse Maicon.

A retomada das feiras é uma das entregas nos primeiros seis meses da atual gestão da Prefeitura de Niterói que tem se destacado, há vários anos, por sua gestão eficiente e orientada para resultados. Desde 2013, o modelo de planejamento adotado pelo município garante o alinhamento em sinergia com todos os órgãos e pactuados junto à sociedade niteroiense.

Política Municipal de Economia Solidária – Sancionada em 20 de janeiro de 2020, a Política Municipal de Economia Solidária de Niterói estabeleceu uma série de estratégias de desenvolvimento solidário e social de forma justa e sustentável. Fruto de uma luta constante do Fórum de Economia Solidária de Niterói, uma rede de trabalhadores e empreendimentos de economia solidária, militantes e entidades de apoio e fomento que se organizam, articulando diversas ações que acontecem na cidade.

Niterói conta com dois centros públicos de referência em economia solidária, a Casa Paul Singer, no Centro, e a Casa de Itaipu. Para expor nas feiras do Circuito Arariboia, os empreendedores devem procurar um dos dois centros para fazer o cadastro.

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