Cinquenta anos de Caneco Gelado do Mario

Mário Martins Ribeiro Carvalho. 77 anos. Português na certidão de nascimento e niteroiense de coração. A formalidade na apresentação poderia ser substituída por apenas quatro palavras que dispensam mais explicações: Caneco Gelado do Mario. O empreendimento comemorou 50 anos de fundação junto com o aniversário da cidade, 22 de novembro, e não faltaram motivos para comemorar.

Sr. Mário, como é carinhosamente conhecido, veio para Niterói ainda garoto e em 22 de novembro de 1969 inaugurou o tradicional bar da cidade batizado como ‘Lanchonete Ponte Rio Niterói’. A mudança do nome veio alguns anos depois após ele começar a servir cerveja em canecas de alumínio. “Guardo a minha primeira caneca até hoje e esse nome foi popularizando e fiquei conhecido por isso”, resumiu o português.

Além da bebida estupidamente gelada ele ficou conhecido também pela qualidade do tradicional bolinho de bacalhau. Ele garante que o salgado é feito somente com batatas e o bacalhau, mas os truques na preparação ele guarda a sete chaves. “Esse é o meu segredo e eu não conto para ninguém. O ingrediente principal ainda é a dedicação, amor e respeito que eu coloco na comida e no atendimento aos meus clientes. Em Portugal minha avó tinha um bar e na festa de São Bento ela fazia muito bolinho de bacalhau. Eu ela fazer e me inspirei nessa receita afetiva para aperfeiçoar o meu bolinho”, contou.

A qualidade e a maestria na execução dos pratos são reconhecidas pelos clientes e por muitos prêmios que coleciona, o último foi o prêmio Água na Boca de melhor botequim de 2019 escolhido por voto popular. Além disso recebeu o título de patrimônio cultural do Estado além da Medalha Tiradentes, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), por iniciativa dos deputados Paulo Bagueira e Waldeck Carneiro. “Sou reconhecido no mundo inteiro e já recebi muitas homenagens. Estou muito feliz em comemorar 50 anos com meu estabelecimento aberto. É uma gratidão eterna que tenho por esse país que me acolheu de braços abertos”, contou.

E questionado sobre o que gosta de fazer nas horas vagas Sr. Mário respondeu de uma maneira inusitada. Pegou sua gaita e tocou duas músicas para a equipe de reportagem durante a entrevista. “Eu amo tocar gaita desde que era criança e quando eu estou nervoso ou cansado, pego minha gaita e começo a tocar. As vezes faço na frente dos clientes andando pelo salão e as vezes vou para o jardim atrás do salão e faço minhas melodias. Minha vida é dentro do meu restaurante”, finalizou.

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