Cinemas têm até janeiro para garantir acessibilidade

Pedro Conforte –

A partir do primeiro dia de 2020 todas as salas de cinema do país serão obrigadas a oferecer aparelhos de acessibilidade para deficientes visuais e auditivos. É o que determina instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Em Niterói, os dois maiores shoppings com salas de cinema garantem que até o final do ano todas as salas já terão acessibilidade.

Segundo o último levantamento feito pela Ancine, divulgado no fim de junho, a meta de 15% havia sido cumprida. Em nota, a rede Kinoplex – que tem salas no Shopping Baymarket – afirmou que a previsão é de que até o fim de setembro todas as 272 salas pelo Brasil disponibilizem um sistema que permite transmitir recursos de acessibilidade a pessoas com deficiência visual e auditiva. Por meio de dispositivos sem fio e com tela sensível ao toque, que podem ser utilizados em qualquer poltrona do cinema, os usuários têm acesso a legendas descritivas em tempo real, audiodescrição e a um avatar virtual que executa a Língua Brasileira de Sinais (Libras) com tradução automática.

“Um dos nossos principais objetivos é fazer com que o cinema seja cada vez mais inclusivo e acessível para todos. Estamos muito felizes em concluir esta etapa no Rio de Janeiro, trazendo a emoção do cinema para todos os que desejam viver essa experiência mágica e única”, esclareceu Patricia Cotta, gerente de marketing da rede.

Já a Rede Cinemark declarou que desde junho iniciou a implementação dos equipamentos de acessibilidade. “Até o final de 2019 todos os nossos complexos contarão com os aparelhos, inclusive o Cinemark Plaza Niterói”, concluiu a nota.

A Rede Reserva Cultural declarou que suas salas já estão em processo de adaptação para acessibilidade.

Segundo o secretário-executivo da Ancine, João Pinho, as exigências de acessibilidade para o setor de cinema no Brasil começaram em 2014, com a obrigatoriedade de todos os filmes produzidos com verbas públicas oferecerem os recursos para audiência de cegos e surdos. E desde 16 de junho todos os filmes, inclusive estrangeiros, já estavam adaptados.

“Se a gente colocasse a obrigatoriedade logo, o exibidor não ia ter conteúdo acessível para oferecer ao público alvo. Isso era para criar um estoque de filmes e também de séries, porque vamos começar isso depois para a TV. Então a gente já teve 100% dos filmes nacionais, agora 100% dos filmes de qualquer nacionalidade e em 1º de janeiro 100% dos cinemas”.

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