Niterói e São Gonçalo assoladas pelo temporal

Raquel Morais

O temporal que assolou a Região Metropolitana na noite de sexta-feira (25) provocou muitos estragos. Deslizamentos de barreiras, trânsito interditado por alagamentos, acionamento de sirenes em comunidades de Niterói e até o desabamento do teto do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, foram alguns dos problemas registrados. Apesar de ninguém ter ficado ferido foi necessária a transferência de seis pacientes para outras unidades de saúde.

No Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), Fonseca, a situação foi crítica e um pedaço do teto do setor de trauma caiu e a chuva molhou boa parte interna da unidade. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) garantiu que ninguém ficou ferido e as equipes de manutenção da unidade já realizaram a limpeza do local. Por conta do incidente seis pacientes foram transferidos por medida de segurança. De acordo com nota as ambulâncias do Samu direcionaram as pessoas que necessitavam de atendimento de emergência para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo. A SES ressaltou ainda que está tomando todas as medidas necessárias para resolver o problema o mais breve possível e resguardar a segurança dos pacientes.

De acordo com a Prefeitura de Niterói os maiores acumulados foram no Barreto (85,2 mm), Morro do Bumba (70,0 mm), Coronel Leôncio (69,4 mm), Bonfim (65,8 mm), Morro do Estado (63,0 mm) e Morro do Castro (50,6 mm). A cidade superou os 80 mm acumulados em 1hora (entre 19h e 20h), mais de 61% do previsto para todo o mês. A Defesa Civil foi acionada para ocorrências na Comunidade da Palmeira e Coronel Leôncio (Fonseca), Nova Brasília (Engenhoca), Sapê (Sapê), Maceió (Maceió) e no Largo da Batalha. Entre as ocorrências estão queda de muro, deslizamento de terra e desabamento parcial. Não há registro de vítimas.

No início da chuva o temporal foi tão forte que deixou a cidade de Niterói em estágio de Alerta. Choveu em uma hora cerca de 60% do esperado para o mês todo. Ao todo foram acionadas quatro sirenes como forma preventiva nas seguintes comunidades: Bonfim 2, Coronel Leôncio, Morro do Estado e Morro do Bumba. “Em função das fortes chuvas o sistema de Defesa Civil foi acionado. Choveu em uma hora, entre 19h e 20h, o equivalente a mais de 60% do volume esperado para esse mês”, resumiu o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Wallace Medeiros.

Na madrugada de sábado a cidade voltou para o estágio de Atenção. O Centro de Monitoramento e Operações da Defesa Civil de Niterói orientou para a população evita transitar em áreas alagadas e próximas a córregos, canais e rios sujeitos a transbordamentos. Ainda segundo o informe os moradores de áreas de riscos devem ficar atentos para indícios de ameaças de deslizamentos e preparados para se deslocarem para locais seguros. As pessoas que estiverem em locais seguros devem permanecer nestes locais.

Em Icaraí, na Zona Sul, diversas ruas ficaram completamente alagadas como Lopes Trovão, Presidente Backer, Roberto Silveira e Ary Parreiras. No Ingá as ruas Presidente Pedreira, Pereira Nunes e Nilo Peçanha também ficaram inundadas e motoristas chegaram a dirigir na contramão para evitar que a água entrasse dentro dos carros. Em Charitas os grandes bolsões d’água, na altura do Preventório, e também perto da Praça do Rádio Amador fez a equipe de trânsito interditar por alguns minutos a via até a água escoar.

O secretário Estadual de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro, decretou estágio de alerta no território fluminense e os municípios mais afetados são Rio de Janeiro, Niterói, Magé e São Gonçalo. De acordo com informe toda a estrutura da secretaria e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) ficará de prontidão, nas próximas 72 horas, atuando para prevenir e minimizar danos causados pelas precipitações. Até o momento, já foram acionadas 44 sirenes em todo o Estado e o CBMERJ realizou mais de 60 atendimentos relacionados às chuvas nas últimas 24 horas.

SÃO GONÇALO

E em São Gonçalo a situação também foi crítica com muitos alagamentos e deslizamentos, como por exemplo, na altura do KM 316 da BR-101, no Gradim, na pista sentido Niterói, onde caiu uma barreira. O trecho teve interdição total e a Arteris Fluminense, concessionária que administra a via, fez um desvio de tráfego no KM 313 na altura do São Gonçalo Shopping. Além disso ruas ficaram alagadas em bairros como Neves, Rocha, Boaçu, Jardim Catarina e Covanca.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que permanece em estágio de Atenção e na cidade foram registrados quatro deslizamentos de encostas, dois alagamentos, dois desabamentos, uma queda de árvore, oito pessoas ficaram desalojadas e a sirene do Tenente Jardim foi acionada. O maior acumulado pluviométrico foi registrado no próprio Tenente Jardim (56.2mm em 1h).

MARICÁ

Em Maricá a chuva também provocou estragos e foram registrados pontos de alagamento em vários bairros como Inoã, Itaipuaçu, Itapeba, Retiro, Green Park, São José do Imbassaí, Jardim Atlântico, Parque Nanci e Caxito. A Prefeitura de Maricá esclareceu que sete pessoas de uma residência no loteamento São Francisco, em São José do Imbassaí, ficaram desalojadas e foram conduzidas pela Defesa Civil para casas de parentes. Também foi registrado um deslizamento no Caxito sem vítima. Não há desabrigados no município e por isso não houve necessidade da instalação de pontos de apoio à população. Segundo dados dos pluviômetros da prefeitura, os locais com mais acumulo de chuvas em 24 horas foram Itapeba (66 milímetros), Itaipuaçu (60mm), Guaratiba (41mm) e Inoã (34mm).

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