Cidade está perdendo a batalha contra a incidência de assaltos

A cidade de Niterói está perdendo a “batalha” no que se refere ao trabalho de contenção da incidência de roubos de rua na cidade. Os mais recentes dados relativos a essa frente de batalha foram divulgados, na manhã desta quinta-feira (22), pela Polícia Militar, na reunião mensal do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no Centro. No encontro, com a presença de representes das polícias Militar e Civil, entre outros órgãos que tratam da Segurança do município, foram abordadas formas de se reverter esse perigoso panorama.

O levantamento feito pelo 12º BPM (Niterói), entre os dias 1º e 20 de fevereiro, portanto mais atualizado do que o Instituto de Segurança Pública (ISP), mostra que os casos de roubos de rua resultaram em 313 ocorrências nas delegacias da cidade, 81,9% acima da meta prevista no período, que era de 172. No mesmo balanço, no que se refere ao roubo de veículos na cidade, foram registrados 124 casos, 28,3% abaixo da meta prevista para o batalhão, que era de 173, portanto a atuação da polícia nesse caso pode ser considerada mais eficaz. A única região que apresentou alta nessa modalidade de crime foi a Zona Sul da cidade, onde eram previstos 26 casos do considerado limite tolerável, registrando 29 ocorrências, entre as quais inclusive alguns flagrantes gravados por câmeras de segurança e postadas nas redes sociais. Vale ressaltar que de acordo com os ISP, o roubo de veículos apresentava sucessivas altas divulgadas mês a mês pelo órgão no município, sendo um dos principais desafios da polícia em Niterói. Também no que se refere aos chamados crimes de letalidade violenta, Niterói apresentou 11 casos, quando o limite eram 16, portando outro “ponto” para a polícia.

Ainda nos roubos de rua, não foram acrescidos casos que deixaram preocupados as autoridades e moradores, sobretudo da Zona Sul, nos últimos dias. Um exemplo foi a ação de criminosos no restaurante Friends, na Rua Presidente Backer, em Icaraí, na madrugada de quarta-feira (dia 22). Outro dado que preocupa é ação de quadrilhas, que passaram a atacar estabelecimentos comerciais, como no caso de uma joalheria, situada no Shoping Icaraí, na Rua Moreira César, no fim da tarde de terça-feira (dia 21).

Intervenção
Representantes também debateram a intervenção e como a ação pode afetar comandos e a tropa da região. Diante da atividade ainda não executada oficialmente na cidade, o presidente Leandro Santiago, questionado sobre o assunto durante a semana, deixou claro achar prematuro se posicionar enquanto não souber como será a estrutura preparada e já havia decidido apoiar a Intervenção Federal, acima de tudo, desde que seja um trabalho funcional em parceria com a polícia Civil e Militar com condições decentes e apropriadas para obter êxito em todas as instituições. No momento está aguardando mais informações de como será realmente implantada em Niterói. De acordo com o Cel. Paulo Henrique, secretário-executivo da GGIM, nada mudou por enquanto. Nada modificou em relação ao trabalho da polícia e aos projetos de Segurança da Prefeitura instalados recentemente em alguns bairros e que, cada cidade tem uma tática a ser implementada pelo exército assim que for concretizada.

Nenhum comando foi alterado e o cidadão continua recorrendo normalmente, quando necessário, as delegacias próximas. O comandante do 12BPM, Cel. Márcio Rocha, também declarou não haver nenhuma alteração em relação aos procedimentos e atendimentos no batalhão.

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