Ciclovias agradam os ciclistas de Niterói

A construção de novas ciclovias na Região Oceânica e a revitalização das já existentes tem agradado a todos, principalmente os ciclistas que vão poder usufruir destes espaços para pedalar em segurança. Um dos planos da cidade é fazer com que Niterói tenha 120 quilômetros de ciclovia até 2024.

Para que novas ciclofaixas sejam construídas, é importante que as já existentes passem por uma reforma, melhorando as condições para a segurança de todos. Segundo o coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, a vistoria dos espaços é feita anualmente e pelo aplicativo Colab, a população pode fazer a reclamação.

“A vistoria das ciclovias são feitas anualmente, mas os niteroienses também podem usar o Colab para informar o local que está precisando de reparo, porque mandamos uma equipe para avaliar a situação”, explica.

Filipe conta que um dos planos do projeto Niterói de Bicicleta é trazer as bicicletas alugadas para a cidade e que até 2024, eles pretendem construir 120 quilômetros de ciclovias.

“Estamos estudando internamente como viabilizar, porque as bicicletas alugadas dependem de patrocínios, mas até o final do ano, vamos ter uma resposta concreta em relação a isso. Mas trazer algo assim para a cidade é um dos nossos planos e a nossa meta atualmente é chegar até 120 quilômetros de ciclovia até 2024”.

Segundo o coordenador do programa, a população tem dado uma resposta muito positiva em relação ao projeto.

“O Niterói de Bicicleta é uma oportunidade e ferramenta criada para atender a demanda da sociedade, para tornar as ruas mais democráticas, seguras e acessíveis para todos. Estamos vendo uma resposta direta da população em relação ao que estamos fazendo”.

“É algo inteligente investir na melhoria ou facilitar a vida dos ciclistas. Vai melhorar a saúde pública a longo prazo,  melhorar o trânsito a curto prazo,  o comércio e toda a questão ambiental”, é o que diz o artesão e diretor de passeios da ACERJ (Associação de Ciclistas do estado do Rio De Janeiro), Erlon Terra, de 39 anos.

Erlon também é fundador de um dos maiores grupos de ciclistas ativos de Niterói. O niteroiense, morador do Fonseca, fala sobre a importância do ciclismo na cidade e o incentivo ao usuários de bike.

“No grupo ‘Amigos do Pedal Niterói’, nós incentivamos a ir e vir de bike, deixando o carro em casa ou o ônibus, para quem não pode ir usar a bicicleta. Uma prova da importância do ciclismo, do quão é eficiente na melhoria do trânsito ou transporte na cidade, é ver o bicicletário da Araribóia (ao lado da estação das barcas em Niterói/praça Arariboia). Sempre lotado, sua lotação máxima é de 480 bikes, são menos 480 pessoas de carros ou ônibus indo e vindo, facilitando o trânsito”, explica o fundador do grupo.

Ciclomotores – O coordenador do projeto Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, explica que qualquer bicicleta elétrica com acelerador é chamada de ciclomotor e que não podem usar as ciclovias. Agora as bikes elétricas no modelo pedal assistido podem fazer o uso das ciclofaixas.

O investimento está sendo de R$4,2 milhões. Os bairros que vão ganhar as ciclovias são Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara, Serra Grande, Santo Antônio e Piratininga, que vão receber um total de 10,5 quilômetros de ciclovias. Segundo a Prefeitura de Niterói, as ruas que receberão ciclovias ou ciclofaixas são: Av. Santo Antônio (0,29 km de extensão), R. Nicarágua (0,67 km), R. Professor Álvaro Caetano (1 km), Av. Dr. Geraldo de Melo Ourivio (0,95 km), R. Jayme Bittencourt (0,54 km), R. Cornélio de Melo Júnior (0,46 km), Av. Prof. Carlos Nelson Ferreira dos Santos (1,12 km), Av. Francisco da Cruz Nunes (1,23 km em um trecho e 1,53 km no outro), Estrada Itacoatiara (0,61 km), R. Matias Sandri (0,55 km)e Av. Prof. Florestan Fernandes (1,58 km).