Cicloturismo conquista Niterói

Conhecer lugares, experimentar nova gastronomia, visitar pontos turísticos e cuidar da saúde através da atividade física. É possível fazer isso tudo de uma só forma? A resposta é sim e de uma maneira que está cada vez mais caindo no gosto das pessoas: cicloturismo. Nada mais é que fazer turismo de bicicleta. Em Niterói grupos se juntam para fazer a modalidade que está em ascensão e conhecer novos lugares. Na cidade a Associação dos Ciclistas do Estado do Rio de Janeiro (Acerj) está preparando o roteiro de cicloturismo no Caminho de Darwin e tem previsão para ficar pronto em três anos.

O presidente da Acerj, Cláudio Santos, contou um pouco da história do cicloturismo no Brasil. “É uma modalidade antiga e que está se desenvolvendo em vários municípios. É comum em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro está crescendo muito. As pessoas estão saindo para outros roteiros e por isso estamos formalizando e montando esse roteiro do Caminho de Darwin. Esse percusso tem quase 400 quilômetros e estamos fazendo as marcações e mapeamento para daqui uns três anos estar tudo certo”, resumiu.

O empresário Marcello Almo, de 41 anos, é dono da Niterói Experience e viu no cicloturismo uma possibilidade a mais de empreender. “O ciclismo foi um dos esportes que mais cresceu durante a pandemia. Quando eu vi que tinha essa demanda, das pessoas que começaram a pedalar e que já pedalavam, de pessoas que queriam conhecer lugares de bicicletas mas não tinha estrutura. Resolvi trabalhar com o cicloturismo e temos duas carretas, uma de 18 e outra para 14 bicicletas, e comecei a levar as pessoas para viajar”, contou.

Marcello Almo

A autônoma Luciane Nascimento, 53 anos, e o marido, o administrador Aguinaldo Nascimento, também de 53 anos, começaram a pedalar com fins de turismo no começo do ano passado. “Meu marido começou primeiro a pedalar para fazer uma atividade física. Depois ele conheceu um grupo de pessoas que iam passear de bike e logo se integrou e me levou para a atividade também. Eu amo essa experiência. Eu faço um exercício físico e passeio e conheço lugares novos. É completamente diferente de viajar de carro, por exemplo, a gente vê coisas que jamais veríamos se estivéssemos de carro”, contou a moradora do Sapê.

Luciane Nascimento e Aguinaldo Nascimento

A assistente administrativa Fabiana Pontes, 42 anos, também está há um ano participando do grupo de cicloturismo e se define como encantada. “Uso a bicicleta para passeio e pretendo usar como meio de transporte quando voltar a trabalhar presencialmente. Eu gosto de fazer esses passeios e viagens em grupo pois é entre amigos e também é questão de segurança. A gente se ajuda, levamos suplementos e isotônicos e usamos equipamentos de proteção para evitar lesões em caso de queda”, cotou a moradora de Icaraí que conheceu o grupo do empresário Marcello Almo.

Fabiana Pontes

Almo salientou justamente essa segurança que a empresa oferece. “Além das viagens também faço passeios e tem uma adesão muito grande. Sou guia de turismo, tem mecânico acompanhando o grupo e isso tudo facilita o esporte e minimiza futuros problemas”, frisou.

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