Chico D’Ângelo anuncia que será candidato à reeleição em 2018

Wellington Serrano –

“Eu sou candidato, sim!”. Com essa frase, o líder da bancada Fluminense na Câmara, deputado Chico D’Ângelo (PT), de 64 anos, confirmou, durante visita à redação de A TRIBUNA, que será candidato a deputado federal em 2018. “Conto com o apoio do prefeito Rodrigo Neves, tenho sido um aliado dele e por ter colocado minhas emendas à disposição da cidade de Niterói. Coloquei em 2016 e 2017 minhas emendas na Universidade Federal Fluminense (UFF), R$ 250 mil, no Hospital Antônio Pedro R$ 200 mil, no Museu do Cinema Documental, R$ 1,5 milhão, no Programa Niterói ‘Além da Ponte’, R$ 1,5 milhão; na recuperação do Solar do Jambeiro mais R$ 1 milhão e na Saúde da cidade quase R$ 2,5 milhões”, ressaltou.

Secretário de Saúde entre os anos de 2002 a 2006, na primeira gestão do então prefeito Godofredo Pinto, o parlamentar disse que foi responsável pela implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Maternidade Pública Alzira Reis e do Hospital Mário Monteiro, na Região Oceânica. E se orgulha das obras. “Eu fiz tudo. Essas acompanhei do terreno até a inauguração”, revela ele ao fala que também implantou o Plano de Cargo e Salário da Saúde.

O petista afirmou que vai tentar a sorte política pelo Rio de Janeiro, cidade em que sempre teve domicílio eleitoral e garante que nas três eleições que disputou teve votos no estado todo. “Disputei 2006, 2010 e 2014. Não tive interrupção do mandato. A primeira tive quase 70 mil votos, 29 mil votos em Niterói e o resto fora. Na segunda, sem apoio das forças políticas das cidades tive 48 mil votos, 12 mil em Niterói e a última, em 2014, com 53 mil votos, com 19 mil em Niterói. Com o apoio do prefeito Rodrigo Neves, virei secretário de Saúde e fui o segundo mais votado da bancada, mas o deputado Alessandro Molon, ao sair do PT e ir para a Rede me deixou como o mais votado no Estado do Rio de Janeiro pelo PT”, realçou o parlamentar.

EXPERIÊNCIA NA CULTURA
D’Ângelo afirma que ter sido eleito presidente da Comissão de Cultura da Câmara no ano passado durante a crise foi de uma experiência ímpar.
“Foi importante. Saí um pouco da minha área e como foi um ano muito tumultuado na área da Cultura, com a possibilidade de extinção do Ministério da Cultura (MC), CPI da Lei Rouanet, as ocupações e a questão do Iphan, que seria transformado em secretaria, a minha comissão trabalhou muito nas audiências públicas. Estive com gente do Brasil todo, entre artistas e simpatizantes, e tive um ano de muita atividades e de certa forma ajudei na manutenção do MC e cumprimos nosso papel ao fazer o Temer (Michel, presidente da República) recuar na extinção do ministério e isso foi uma atuação no meu currículo parlamentar que me orgulha muito”, enfatizou.

LAVA JATO
Com dois anos e dois meses de mandato, D’Ângelo disse que é preciso coerência nas investigações e defende a Operação Lava Jato. “Elogiável o papel do Judiciário e se teve aqui ou ali exageros e ou seletividades que se cumpra a lei. O problema central a ser enfrentado continua sendo o financiamento de campanha, que vejo como a grande raiz deste problema”, apontou.

Chico D’Ângelo afirmou que precisamos de uma reforma política com mais redução do poder econômico nas eleições. “Isso será bom para a sociedade porque ganha quem tem melhores ideias, projetos e biografia”, frisou.

O deputado falou sobre sua grande responsabilidade no Congresso e a votação que os 513 deputados fizeram, em primeira, sinalizando que será aprovada a ajuda fiscal aos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. “A situação do Rio de Janeiro é muito difícil em curto prazo porque são várias causas que geraram o problema. Primeiro o petróleo com a redução dos royalties, mas a questão central foi a desoneração dos últimos governos do PMDB para várias empresas, fazendo cair com a arrecadação do estado de maneiro absurda, fora a questão da corrupção”, concluiu.

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