“Chapa do Eduardo Paes é um engodo”, diz Brizola Neto

Wellington serrano –

Com a declaração: “Pelo PDT teria que conseguir 50 mil votos”, o ex-ministro do Trabalho, Brizola Neto, que é candidato a deputado estadual pelo Partido Pátria Livre (PPL), explica os motivos que o levaram a sair do PDT, legenda fundada por seu avô Leonel Brizola, e ter buscado uma saída eleitoral para seguir na política.

Candidato à Prefeitura de São Gonçalo em 2016, quando conquistou 12,25% dos votos no pleito, totalizando quase 50.000 votos, Brizola realçou que segue em alta após conseguir o resultado sem fazer uma campanha milionária e sem contar com financiamento da especulação imobiliária, das empresas de ônibus e das empreiteiras.

Brizola Neto disse que foi atrás de uma saída eleitoral para reunir o maior número de votos para deputado estadual. “O PDT talvez reúne uma das nominatas mais fortes, que tem Cidinha, Martha Rocha, Tiago Pampulha e Luizinho, em Nova Iguaçu. É uma disputa muito intensa e não sei se faz a quinta vaga, um risco até para a candidatura do coronel Jairo. Por isso busquei a minha aliança no melhor caminho majoritário. No PPL tenho autonomia”, disparou.

Segundo Brizola Neto, caso eleito, pretende acabar com a insegurança ao criar a viabilidade econômica para o país. “A criminalidade só prolifera desta forma em países subdesenvolvidos. Não que não haja consumo nos países desenvolvidos, mas o tráfico não cresce desta maneira como principal atividade econômica numa parte enorme da sociedade que é o que acontece no Brasil, Colômbia e África, por exemplo, em toda periferia do capitalismo, isso vira um a alternativa real”, declarou.

Sobre a pesquisa que aponta para o empate técnico entre Romário, Garotinho e Paes ele disse que ela é desmoralizante. “A Globo, ao lado da Folha (de São Paulo) e do Ibope, criou um cenário tendencioso. É a máxima criada para que o eleitor não perca seu voto ao apontar quem está ganhando. São dois veículos falando a mesma coisa, através de um instituto que direciona as entrevistas para uma perspectiva favorável”, declarou Neto.

Para o governo do Estado, Brizola Neto acredita que haverá segundo turno entre Garotinho (PR) e Romário (Podemos) e fez um balanço sobre os principais candidatos. Sobre o deputado Pedro Fernandes, candidato a governador do Rio de Janeiro pelo PDT, Brizola acredita que chegou a hora dele. “Um jovem dinâmico do campo liberal que pode se acomodar muito bem no campo trabalhista. Ele foi uma boa aposta do PDT. Vejo que o povo da Zona Oeste do Rio já selecionou o joio do trigo, ao separar os candidatos fichas sujas, e juntos com o da Zona Norte vão fazer a melhor escolha e eleger o Pedro”, disparou.

Romário – Segundo Brizola Neto, Romário reúne condições interessantes para governar. “Embora não tenha experiência no campo progressista ele se posicionou bem no Congresso ao votar contra a reforma trabalhista com todas as pressões que teve. É um cara de origem popular que tem compromisso”, realçou o ex-ministro.

Garotinho – “Está sendo resistente ao manter a candidatura. Ele apanha de todos os lados, e principalmente da Globo, mas vamos respeitar a sua sobrevivência, apesar das alianças com os partidos pequeno fora o PRB de Crivella que tem alguma relevância”.

Paes – O candidato do DEM ao governo sofreu a primeira rasteira quando tentou puxar o candidato do PR, o deputado federal Delaroli, que foi para o lado do Romário. “Quando Paes perdeu o Delaroli apelou para Fabiano Horta num gesto completamente de desespero que terminou com a aliança do combalido PPS. Paes parece esquecer de sua passagem pelo grupo do MDB e suas relações com Cabral, é um cara de pau”, recordou.

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