Cerca de mil funcionários de supermercados fazem fila em sindicato

Geovanne Mendes –

Uma confusão com filas quilométricas com cerca de mil trabalhadores de supermercados varejistas, que desde quarta-feira (12) aglomeram-se em frente ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Niterói e São Gonçalo (SEC), na Travessa Cadete Xavier Leal, no Centro de Niterói. Os trabalhadores foram convocados, como ocorre anualmente no mês de agosto, a dar baixa na contribuição sindical R$ 40, que é descontada diretamente em suas folhas de pagamento, valor este que faz muita diferença para uma categoria, que historicamente sofre com baixos salários e altas jornadas de trabalho. Muitos chegaram cedo na fila por volta das 6 horas da manhã, como é o caso do empacotador Wesley Rodrigues da Silva, de 26 anos, que chegou nas primeiras horas da manhã e já tinha centenas de pessoas na sua frente. Wesley denuncia falta de respeito com deficientes físicos, que assim como ele não tiveram preferência no atendimento.

“Isso é uma pouca vergonha, eles não nos respeitam. Cheguei aqui cedo e não tive qualquer tipo de informação, nem sabia se estava no local certo, um descaso com o trabalhador”, comenta o empacotador de um supermercado em São Gonçalo, já que o sindicato tem como áreas de cobertura os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Tanguá, Maricá, Rio Bonito e Saquarema.

Em meio a tanta gente, os trabalhadores denunciavam um esquema para que a baixa na contribuição não fosse realizada. Segundo muitos sindicalizados, há uma semana esse trabalho vem sendo realizado sem qualquer tipo de publicidade, fazendo com que muitos que ali estavam presentes só tiveram conhecimento deste serviço no dia anterior. Hoje é o último dia para que a baixa sindical seja realizada.

“Sinceramente não podemos acreditar neste sindicato. Só ficamos sabendo deste trabalho na segunda e hoje é o último dia, ou seja, eles querem continuar descontando todo mês os nossos quarenta reais”, denuncia Aline Barbosa, de 33 anos, caixa de um supermercado em Niterói.

Outro problema encontrado pelos trabalhadores do setor de supermercados, foi a falta de responsáveis do sindicato para prestar esclarecimentos e dúvidas em geral. Na porta do prédio apenas três homens que diziam que não sabiam passar qualquer tipo de informação, gerando revolta e momentos de tensão entre a multidão que aguardava nas filas, pela manhã a polícia precisou ser chamada para acalmar os ânimos.

“Tem gente com cópia de formulários passando a vez de quem aguarda pelo documento, uma desordem e o pior ninguém para nos dar informações”, disse Carlos Eduardo Silva, de 40 anos, funcionário de um supermercado em São Gonçalo.

Procurado por A Tribuna, nenhum representante do Sindicato dos Empregados no Comércio de Niterói e São Gonçalo (SEC) foi encontrado. Até o momento o sindicato não respondeu aos contatos.

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