Cerca de 400 trabalhadores não conseguem receber auxílio de R$ 500

Após a inclusão dos quiosqueiros e dos motoristas de táxis e permissionários de Niterói para o recebimento do benefício dos R$ 500, pagos durante os meses de abril, maio e junho de 2020, por conta da pandemia do coronavírus, muitos desses trabalhadores não estão recebendo o auxílio. Seja por problemas de documentação ou questões administrativas mais de cerca de 400 trabalhadores que teriam o direito ao benefício não estão conseguindo receber.

A ação, que incluiu também os prestadores de serviço de transporte escolar e auxiliares, foi mais uma ação da Prefeitura de Niterói para minimizar os impactos negativos da pandemia. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Niterói, CelsoJoséWermelinger, reafirmou que a cidade tem 1.909 autonomias e entre 2,2 mil a 2,5 mil taxistas. Mas a lista dos trabalhadores que não conseguiram a autorização para receber o benefício gira em torno de 150 a 200 trabalhadores.

“Me reuni ontem com o presidente da Câmara das Vereadores de Niterói que se prontificou a entregar a listagem dos faltosos para o prefeito. São colegas taxistas que estão com a documentação em dia e tem colegas que não estão com essas documentações, justamente por problemas financeiros. Trabalhadores que não conseguiram fazer a vistoria dos táxis 2019 por questões financeiras, mas são taxistas na cidade há mais de 30 anos. A grande maioria ainda não recebeu e precisamos ajudar essas pessoas”, frisou Wermelinger.

O mesmo está acontecendo com os quiosqueiros das praias de Niterói. A comerciante Regina Abreu, presidente da Associação dos Permissionários de Quiosques de Niterói (APQN), disse que a situação entre essa categoria está preocupante.

“Os trabalhadores não estão recebendo o auxílio. Temos contas, aluguel, fornecedores e muitos compromissos para pagar. Esse dinheiro inclusive vai ajudar na nossa alimentação. Precisamos de uma certa agilidade nesses processos. Nosso trabalho é muito sazonal e não conseguimos juntar dinheiro no último verão. Pagamos muitos impostos e estamos com muitas dificuldades financeiras”, frisou.

Regina ainda pontuou que os funcionários também estão com muitos problemas.

“Precisamos de um capital de giro pois essa situação é muito grave”, completou a também proprietária de um quiosque em Charitas.

Regina salientou que a categoria queria se enquadrar nos requisitos do Niterói Supera, que conforme a Prefeitura, vai oferecer crédito para capital de giro a juro zero para micro e pequenas empresas e profissionais liberais.  O programa disponibiliza uma linha de crédito de R$ 150 milhões através de instituições bancárias e os empréstimos podem variar entre R$ 25 mil e R$ 250 mil, com juros pagos pela Prefeitura de Niterói.

“Mas não temos alvará e a documentação necessária. Precisamos de uma intervenção sobre isso”, completou.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre o assunto mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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