Cerca de 30% dos medicamentos prescritos são genéricos

Raquel Morais

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos) apontam que 79% dos brasileiros compram ou já compraram medicamentos genéricos e 30% dos remédios prescritos no país são genéricos. Atenolol, losartana, dipirona e paracetamol lideram a lista dos mais procurados pelos niteroienses conforme apontamento de comerciantes do setor da cidade.

O valor economizado por essa substituição também assusta quando comparado 2015 e 2016. Enquanto no ano passado a economia total foi de R$ 70.167 bilhões em 2016, que ainda não terminou, esse valor já está em R$ 79.681. Em uma farmácia no Centro o remédio Cozaar de 50 mg custa R$ 32,28 e seu genérico, a famosa Losartana Potássica, custa R$ 10,56, diferença de R$ 21,72 ou 205,68%. Já a Novalgina de 500 mg custa R$ 7,98 enquanto a Dipirona Sódica, mesmo composto, custa R$ 3,90, diferença de R$ 4,08 ou 104,61%.

O farmacêutico Douglas Carvalho, 28 anos, percebe a mudança no perfil dos clientes. “Hoje em dia as pessoas querem e precisam economizar e o medicamento genérico não é mal visto. Quando não sabemos o composto consultamos um índice de medicamentos e o consumidor fica feliz”, apontou. A dona de casa Fernanda Pinto, 32 anos, é uma usuária assídua dos genéricos. “Na verdade pagamos muito por rótulos e por laboratórios. Isso acontece em todos os setores, de alimentos até produtos de limpeza. Temos que ficar mais atentos com a matéria-prima do que com o nome comercial. Nessa crise temos que aproveitar todas as chances para economizar”, comentou.

O levantamento da PróGenéricos apontou também o crescimento de 14,30% no volume das vendas de genéricos no primeiro semestre de 2016. Segundo nota o avanço do segmento em participação de mercado na comparação entre o primeiro semestre de 2016 e o mesmo período de 2015 é um dos indicadores de que a substituição de produtos de marca (referências e similares) por seus concorrentes genéricos vem ocorrendo. Os genéricos atingiram a marca de 30,7% de participação de mercado em junho de 2016 contra 27,7% em junho de 2015.

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