Centro de Niterói é alvo constante de arrombamento em estabelecimentos comerciais

Os arrombamentos de estabelecimentos comerciais parecem estar se tornando uma prática comum em diversos bairros de Niterói como em Icaraí, na Zona Sul, e no Centro, por exemplo. Só em janeiro dois casos chamaram atenção das autoridades policiais: o posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Centro, foi invadido e furtaram uma televisão; e uma loja teve a vitrine quebrada por uma pedra e uma dupla de criminosos furtou cerca de R$ 1,1 mil em mercadorias. Agora a Rua Professor Heitor Carrilho, também no Centro, é a bola da vez e desde semana passada três comércios já foram arrombados.

Na madrugada de ontem o comerciante Denilson Santos, 48 anos, foi a vítima. Ao chegar para abrir sua lanchonete a janela de atendimento estava quebrada e aberta.

“Eu levei um susto e em cinco anos que trabalho nesse ponto nunca tinha acontecido nada parecido. Fiquei em estado de choque e precisei de uns minutos para me acalmar e ver o que realmente tinha acontecido”, desabafou.

Ele contou que os criminosos levaram 80 pacotes de cigarro, mais de 20 pacotes de biscoitos além de bebidas, refrigerantes e isqueiros.

“Até um bolo que deixamos para vender eles comeram inteiro. Tentei ver as imagens das câmeras de segurança do vizinho da lanchonete mas não dá para identificar nada. Ainda vou ver se registro essa ocorrência”, completou.

Na madrugada de segunda para terça-feira (11) a barraca ‘Tia do Lanche’ também foi arrombada parcialmente. Para consertar o estrago ela teve que pagar R$ 70 para soldar e consertar a parte de metal da sua lanchonete que foi levantada pelos criminosos.

“Eles não conseguiram entrar pois o buraco que eles abriram estava na direção da minha geladeira. Foi uma sorte, mas mesmo assim eu tive um prejuízo”, reclamou Norma da Silva, 56 anos.

Já na semana passada a vítima foi o comerciante Marcelo Felipe Silva, 35 anos, dono da barraca Artista Bar, na mesma rua dos outros casos. Ele disse que na quinta-feira (6) chegou para trabalhar e a lateral da sua banca estava arrombada e o banheiro também teve a porta quebrada.

“Eles não conseguiram levar nada mas tive o prejuízo de consertar as placas de metal”, contou.

Ele frisou que também gastou R$ 70 para o conserto e essa não foi a primeira vez que sua banca foi arrombada por marginais. No final de 2019 o prejuízo foi bem maior e ele perdeu cerca de R$ 2 mil em mercadorias roubadas, entre cigarro, bebidas, uma televisão e um pouco de dinheiro em espécie.

Os comerciantes ainda estão decidindo se vão formalizar o registro de ocorrência ou não. O comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói, coronel Sylvio Guerra, disse que o policiamento da área em questão está acontecendo normalmente e que a cidade tem histórico de arrombamentos feitos por moradores de rua ou ex-funcionários.

“Durante a madrugada o patrulhamento é normal através das rondas em diversas ruas inclusive com apoio do Grupamento de Ações Táticas (GAT)”, frisou.

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