Centrais sindicais vão entregar carta de pedidos a Pedro Parente

Wellington Serrano

Em reunião com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, três centrais sindicais de Itaboraí entregarão um documento pedindo para que se cumpra, na hora da contratação para a retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquimico do Rio de Janeiro (Comperj), a lei municipal, que foi criada e aprovada no município, e que garante 70% das vagas do complexo seja preenchidas por pessoas da cidade.

Vão estar no encontro na sede da Petrobas, os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos em Niterói e Itaboraí, Edson Rocha, do Sindicato dos Trabalhadores do Plano da Construção, Montagem e Manutenção Industrial de São Gonçalo e Região, Manoel Vaz,
e do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Montagem e Manutenção Industrial do Município de Itaboraí, Paulo Cesar.

O documento, redigido em conjunto pelas centrais, critica o impasse das três mil vagas que podem acabar nas mãos das empresas estrangeiras ou das indústrias que não seguem as leis brasileiras.
“Desde o início do Comperj o sindicato lutou para que o maior número de pessoas fossem capacitadas, foram diversos cursos de petróleo e gás além de outras modalidades. Quando a Lumina Corporate fechou, por exemplo, deixou 1.500 trabalhadores sem indenização até hoje e o sindicato não conseguiu fazer nada através do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde um desembargador não resolveu a causa coletiva”, criticou Edson Rocha. O grupo levará ao presidente da estatal apoio ao seu eventual governo, mas pede medidas urgentes para garantia dos empregos na cidade.

O presidente Edson Rocha sob o comando da Sindicato dos Metalúrgicos em Niterói e Itaboraí, diz que será um dos principais líderes na hora de encostar a Petrobras na parede no momento da criação de critérios de contratação para as obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN). “Vamos procurar a Petrobras que para nós é a responsável pelos nossos trabalhadores. Temos uma pauta trabalhista. Queremos diálogo com a estatal para explicar a lei municipal como exemplo para outras. Temos propostas para o país voltar a crescer e gerar empregos através de contratações justas”, disse.

O sindicato dos trabalhadores compara o efetivo anterior ao fechamento, cerca de 5.000 trabalhadores de Itaboraí e outros 5.000 dos municípios ligados ao Conleste. “É o que falei, Itaboraí já tem a lei que obriga a admitir 70% dos trabalhadores do município, já os demais não tem qualquer percentual, mas possuem diversos ex-funcionários”, realçou Rocha.

O prefeito de Itaboraí, Dr. Sadinoel, também acredita que a empregabilidade deverá ser priorizada para profissionais brasileiros e do município. “A nova obra prevê que apenas no município sejam criados pelo menos 5 mil empregos, espero que com relação a entrada de empresas estrangeiras, não percamos o nosso poderio de mão de obra local”, concluiu.

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