Ossada de família é encontrada no quintal de casa em Itaboraí

Vítor d’Ávila

Desde a tarde da última quarta-feira (6) policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) estão diante de um caso estarrecedor, ocorrido em Itaboraí. No quintal de uma residência, na localidade conhecida como Itamarati, foram encontradas as ossadas da pensionista da Marinha, Maria Rosane Guedes, que teria hoje 60 anos; e de seus dois filhos, Rodrigo Guedes Barbosa, e Germano Guedes Barbosa, que teriam, respectivamente, 38 e 35 anos de idade.

Eles estavam enterrados no local desde 2017 e teriam sido assassinados. O autor do crime seria o ex-policial militar Gilnei Pavão, ex-companheiro de Maria Rosane, e padrasto de Rodrigo e Germano. A DH ainda suspeita que, ao longo desses três anos desde os homicídios, o autor teria recebido as pensões da ex-companheira.

Gilnei Pavão cometeu suicídio no último dia 23 de dezembro. Ele deixou uma carta, que foi encontrada por seu filho, enquanto arrumava as coisas do pai. Embora não tenha confessado explicitamente (ainda que assuma ter enterrado os corpos), o ex-militar afirma que o crime o perturbou ao longo de seus últimos dias de vida.

“O Gilnei teria se suicidado no dia 23 de dezembro, e o filho dele (Fabiano), quando arrumava suas coisas, encontrou a carta. Nela, Gilnei relatou que não aguentava mais viver em razão disso. Ele teria enterrado as três pessoas (a ex-companheira e os dois filhos dela) no quintal da residência, em 2017”, afirmou o delegado Leonardo Affonso, da DHNSG, responsável pela investigação.

Os agentes relataram ainda que o filho do ex-policial levou inicialmente a carta até a 71ª DP (Itaboraí). O Corpo de Bombeiros foi acionado ao local e cavou a cova clandestina, que estava cimentada. Ao constatar a presença das ossadas, a perícia da DHNSG foi acionada e se deslocou até a casa.

No local também havia sinalizações indicando onde estavam enterrados restos mortais das vítimas, com inscrições do tipo: “estão aqui”. Segundo a especializada, será feito exame de DNA para confirmar a identificação dos cadáveres, que foram levados ao Instituto Médico Legal (IML).

A DHNSG explicou ainda que o desaparecimento das vítimas não foi comunicado em nenhuma delegacia, e que Gilnei teria sido expulso da PM, após ser acusado de crime de homicídio, antes dessa ocorrência em Itaboraí. As investigações seguem em curso para apurar detalhes sobre a motivação do triplo homicídio, localizar possíveis testemunhas e descobrir por quê não houve registro dos desapareciemntos.

(Colaborou: Augusto Aguiar)

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