Celso de Mello libera vídeo da reunião citada por Moro como prova de intervenção de Bolsonaro na PF

Depois de assistir o vídeo e áudio da reunião ministerial do dia 22 de abril, em que Moro acusa Bolsonaro de intervir na Polícia Federal, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu tornar público parte do conteúdo na tarde desta sexta-feira.

“Determino o levantamento da nota de sigilo imposta em despacho por mim proferido no dia 08/05/2020 (Petição nº 29.860/2020), liberando integralmente, em consequência, tanto o conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22/04/2020, no Palácio do Planalto, quanto o teor da degravação referente a mencionado encontro de Ministros de Estado e de outras autoridades”, escreveu o ministro na decisão

“Assinalo que o sigilo que anteriormente decretei somente subsistirá quanto às poucas passagens do vídeo e da respectiva degravação nas quais há referência a determinados Estados estrangeiros”, ressaltou.

O vídeo faz parte do Inquérito investiga as acusações feitas por Moro de que o presidente queria interferir pessoalmente na PF, ligar para diretores e superintendentes e ter acesso a relatórios sigilosos.

No vídeo Bolsonaro diz que não estava sendo informados das coisas e diantes de supostas investigações aos seus filhos não iria esperar prejudicar a sua família. “Vou interferir não posso ser prejudicado”, disse.

Esse interesse na superintendência da PF no Rio é um dos pontos principais da investigação e após a exoneração do então diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, Moro pediu demissão e um dos primeiro atos do novo diretor-geral da PF, Rolando de Souza, foi trocar o diretor da PF no Rio.

Bolsonaro nega que, durante a reunião, tenha defendido a troca na direção da PF do Rio para evitar que familiares e aliados fossem prejudicados. Segundo o presidente, quando falou sobre troca em “sua segurança”, ele se referia à segurança pessoal e de sua família no Rio.

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