Célio Junger Vidaurre: Gente resistente

Apesar dos políticos, nessa pandemia interminável, ainda se vê a resistência de grande parte da população niteroiense e brasileira. Todos setores da sociedade funcionam deficientemente, mas, mesmo assim, os resistentes às dificuldades apresentadas, mostram que a cidade e o país merecem qualquer sacrifício para ser mantida de pé qualquer perspectiva por dias melhores, pois, não será possível a continuação de tantas irregularidades. Quem não detém PLANO DE SAÚDE, todos já sabem, pena nos hospitais. Quem não tem emprego fixo na iniciativa privada ou emprego público, sim, estes, simplesmente estão ferrados.
A situação que se apresenta neste atual contexto da vida niteroiense é deplorável de todas as formas, população socialmente vulnerável que necessita de políticas públicas que lhes darão chances de sonhar com oportunidades no mercado de trabalho cada vez mais escasso. O grande problema neste momento crucial é a falta de bom senso daqueles que são os detentores do poder, seja municipal, estadual ou federal. E é aí que mora o problema, pois ficar dependendo de um governador ou de um prefeito para solucionar os entraves surgidos no dia a dia, fica quase impossível surgir as soluções.
Enquanto os contribuintes passam por situações humilhantes nos hospitais, nossos governantes estão envolvidos no cancelamento das festas de Réveillon. O governo federal deveria ser mais pragmático como fez ao vetar, depois de decisão da Anvisa, os vôos provenientes de países da África. Há atitudes urgentes, urgentíssimas, a serem tomadas pelas autoridades competentes a fim de darem melhores condições de vida para aqueles que estão sem qualquer perspectiva de sobrevivência neste tempo difícil da pandemia, difícil em qualquer tempo para quem não tem de onde tirar o que é o principal para sua família, que é o que de comer para seus filhos.
Os governantes devem, repisa-se, em medida de urgência, tomarem decisões mais urgentes no tocante ao direito elementar de nossa gente nesse tempo de dificuldades criadas por esse momento surgido que ninguém imaginava que iria acontecer, mas, aconteceu. Só que, é preciso, com máxima urgência ser encontrada a solução, pelo menos, para ser amenizada a situação que se apresenta desagradavelmente para essa gente desprotegida de nossos governantes. Essa medida paliativa de “auxílio família” por alguns meses é apenas o interesse nos votos desses marcados do destino.
Nossos políticos, nossos administradores, precisam ter consciência que ser útil, dar sentido à existência e contribuir para que o mundo melhore um pouco mais, implica, acima de tudo, muitas vezes, abrir mão das vaidades e do individualismo. Todos precisam do apoio, do afeto e do carinho dessa gente que está com poder para ser transmitido a aqueles que merecem proteções especiais. Isso é o que interessa no momento que vivemos.
Para combater as desigualdades que não existem apenas nesse cotidiano atual, pois, vêm de longa data, é preciso que essas emendas armadas pelos parlamentares individualistas que permanecem de plantão em Brasília com essa nova nomenclatura chamada de “orçamento secreto” que nada mais é que “tapar o sol com a peneira” arrombando cada vez mais o setor público e, com isso, cada dia que passa , as ruas aumentam seus moradores , os hospitais vivem um verdadeiro inferno e nas casas dos pobres falta de tudo. Claro que a culpa é dos governantes.

ELES DEVEM ENCONTRAR SOLUÇÕES URGENTES E EFICAZES

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