Celebração da vitória sobre a Covid-19

Como está a rotina de quem venceu o coronavírus? Quem conseguiu superar a doença ficou com alguma sequela? O trato respiratório é recuperado 100% após o tratamento? A TRIBUNA conversou com algumas pessoas que deram depoimentos sobre a doença. Pela segunda vez e com o tratamento finalizado, os niteroienses contam como se sentem após a infecção.

O empresário Eduardo Marins de Mendonça, de 48 anos, foi um dos primeiros niteroienses que pegaram o coronavírus e foi internado no dia 27 de março. Ele teve alta após 4 dias na UTI de um hospital particular. Na entrevista que deu em abril a voz ainda era fraca, além dele confessar sentir um cansaço ao falar muito.

“Fiquei entubado e em coma também emagreci 10 quilos nesse período e com os dias fui recuperando a força. Agora estou 100% me sentindo bem e ao mesmo tempo triste com tudo que tenho visto. Alguns amigos não tiveram a mesma sorte e toda hora chega a notícia de que alguém próximo está contaminado. Me comporto como se não tivesse ficado doente e fico em casa direto e quando preciso sair uso máscara, álcool gel e mantenho o distanciamento”, explicou o morador de Camboinhas, na Região Oceânica.

O mesmo aconteceu com o músico Thiago Cunha, de 34 anos, que foi diagnosticado com o coronavírus e chegou a ficar quatro dias internado.

“Na época a doença foi pesada e senti muita dor de cabeça, no corpo e na coluna. Também tive muito desconforto por tosse, inclusive com sangue, o que ocasionou uma pneumonia. Hoje estou ótimo e voltei minhas atividades físicas normalmente e fiquei totalmente curado. Consigo correr e respirar bem sem nenhuma fadiga respiratória. A vida é normal mas sempre tomando os cuidados”, frisou.

A dona de casa Alcilandia Azevedo, de 31 anos, também está 100% recuperada do coronavírus mas confessa que o tratamento foi difícil. Ela é moradoras da Ponta da Areia e fez o tratamento em casa mas teve muita dificuldade respiratória.

“Meu marido pegou o coronavírus primeiro que eu e ele ficou muito melhor do que eu. Eu tive que fazer nebulização e tive falta de apetite e perdi o paladar. Hoje estou como era antes e graças a Deus não fiquei com nenhum sequela. Ainda respeito e tenho muito medo dessa doença e faço de tudo para me proteger. Não existe comprovação científica que garante que quem se infectou está imune dessa doença”, frisou.

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