CBF afirma que não cometeu “nenhuma interferência” em relação ao protocolo sanitário

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma nota, nesta segunda-feira (6), onde informou que na cometeu ” nenhuma interferência em relação a aspectos administrativos ou sanitários” na reunião ocorrida no Hotel Marriot, no sábado (4), que era onde estava hospedada a delegação da Seleção Argentina. A entidade enviou na ocasião o Dr. Roberto Nishimura, Coordenador Operacional da Comissão Médica Especial. A reunião, segundo a nota, terminou por volta das 18 horas no dia citado.

Ainda segundo o comunicador, a CBF enviou o representante como ouvinte, atendendo a pedido da Vigilância de Saúde do Estado de São Paulo, onde estiveram reunidos representantes do referido órgão, do Ministério da Saúde, da Anvisa, da Conmebol e da Associação Argentina de Futebol (AFA).

“Por entender não se tratar de assunto de sua atribuição, em nenhum momento houve qualquer manifestação por parte do representante da CBF às autoridades quanto à questão sanitária dos quatro atletas argentinos, seja no sentido de liberar ou de vetar sua participação no jogo. Nesta reunião, os representantes da Seleção Argentina foram informados de que havia uma irregularidade no ingresso dos jogadores, que eles deveriam ficar em quarentena e receberam a orientação das autoridades para solicitarem, junto aos órgãos competentes, a autorização especial para que os jogadores tivessem sua situação regularizada. Tratou-se de uma discussão técnica entre Anvisa, Ministério da Saúde e Associação Argentina.

A nota prossegue afirmando que a Vigilância Sanitária de São Paulo solicitou a presença dos quatro atletas que são acusados de terem mentido ao chegarem no Brasil. Mas a entidade foi informada, segundo o comunicado, que os jogadores haviam saído para o treinamento, “descumprindo orientação passada durante a reunião. O órgão informou o descumprimento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária e ao Ministério da Saúde, responsáveis pela análise do pedido de excepcionalidade encaminhado pela CONMEBOL em nome da AFA”.

A CBF admite que o diretor de competições da entidade, Manoel Flores, esteve no hotel da seleção argentina por volta das 15 horas de sábado, mas com o propósito de “unicamente para falar sobre detalhes operacionais do jogo com o atachê (membro da equipe de organização da partida) que acompanhou a Seleção da Argentina, permanecendo no local por cerca de 15 minutos e não tendo tratado de nenhum assunto relativo aos jogadores argentinos”. Ainda sobre esse ponto, o comunicado afirma que “visitar o hotel da delegação visitante é rotina habitual em toda operação de jogo”.

O comunicado se encerra falando que não tentou impedir “em nenhum momento” o cumprimento da lei baseado no protocolo sanitário estabelecido na Portaria nº 655/2021

“A CBF destaca ainda que em nenhum momento, por meio do Presidente interino, Ednaldo Rodrigues, ou de seus dirigentes, interferiu em qualquer ponto relativo ao protocolo sanitário estabelecido pelas autoridades brasileiras para a entrada de pessoas no país. O papel da CBF foi sempre na tentativa de promover o entendimento entre as entidades envolvidas para que os protocolos sanitários pudessem ser cumpridos a contento e o jogo fosse realizado”, finaliza.

Leia abaixo a íntegra do comunicado:

Em relação à reunião ocorrida na tarde de sábado, 4 de setembro, no Hotel
Marriot, onde estava hospedada a delegação da Seleção Argentina, a CBF
esclarece:

1 – A CBF enviou representação à referida reunião como ouvinte, atendendo
a pedido da Vigilância de Saúde do Estado de São Paulo, onde estiveram reunidos
representantes do referido órgão, do Ministério da Saúde, da Anvisa, da
Conmebol e da Associação Argentina de Futebol (AFA).

2 – A CBF esteve representada pelo Dr. Roberto Nishimura, Coordenador
Operacional da Comissão Médica Especial, não tendo havido, de sua parte,
nenhuma interferência em relação a aspectos administrativos ou sanitários. Essa
reunião se encerrou por volta das 18h.

3 – Por entender não se tratar de assunto de sua atribuição, em nenhum momento
houve qualquer manifestação por parte do representante da CBF às autoridades
quanto à questão sanitária dos quatro atletas argentinos, seja no sentido de
liberar ou de vetar sua participação no jogo.

4 – Nesta reunião, os representantes da Seleção Argentina foram
informados de que havia uma irregularidade no ingresso dos jogadores, que eles
deveriam ficar em quarentena e receberam a orientação das autoridades para
solicitarem, junto aos órgãos competentes, a autorização especial para que os
jogadores tivessem sua situação regularizada. Tratou-se de uma discussão
técnica entre Anvisa, Ministério da Saúde e Associação Argentina.

5 – Após a reunião, quando solicitada a presença dos atletas, os agentes
da Vigilância de Saúde foram informados que os jogadores haviam saído para o
treinamento, descumprindo orientação passada durante a reunião. O órgão
informou o descumprimento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária e ao
Ministério da Saúde, responsáveis pela análise do pedido de excepcionalidade
encaminhado pela CONMEBOL em nome da AFA.

6 – Todos esses passos estão descritos detalhadamente pela Anvisa em nota
oficial publicada no domingo, 5, e atualizada nesta segunda-feira, 6, conforme
íntegra ao final desta.

7 – Já no domingo, 5, esse pedido teve resposta oficial negativa, por
parte do Ministério da Saúde à CONMEBOL, tendo sido notificada a Seleção
Argentina, diretamente na NeoQuímica Arena, com tempo suficiente para adotar os
procedimentos necessários.

8 – Quanto à informação que circulou sobre a presença do Diretor de
Competições da CBF, Manoel Flores, no hotel da delegação argentina, a CBF
informa que de fato ele esteve no hotel no sábado, por volta das 15h,
unicamente para falar sobre detalhes operacionais do jogo com o atachê (membro
da equipe de organização da partida) que acompanhou a Seleção da Argentina,
permanecendo no local por cerca de 15 minutos e não tendo tratado de nenhum
assunto relativo aos jogadores argentinos. Visitar o hotel da delegação
visitante é rotina habitual em toda operação de jogo.

A CBF esclarece ainda que cumpriu rigorosamente seu papel institucional
como entidade anfitriã do jogo, informando todos os envolvidos no jogo a
respeito das leis sanitárias em vigor no país em ofício enviado, por meio da
Secretaria Geral da entidade, no dia 5 de julho, e reenviado posteriormente em
11 de agosto e 2 de setembro.

A CBF reitera que defende a implementação dos mais rigorosos protocolos
sanitários e os cumpre na sua integralidade, tanto no território nacional
quanto em países em que a Seleção Brasileira atua como visitante.

A CBF destaca ainda que em nenhum momento, por meio do Presidente
interino, Ednaldo Rodrigues, ou de seus dirigentes, interferiu em qualquer
ponto relativo ao protocolo sanitário estabelecido pelas autoridades brasileiras
para a entrada de pessoas no país. O papel da CBF foi sempre na tentativa de
promover o entendimento entre as entidades envolvidas para que os protocolos
sanitários pudessem ser cumpridos a contento e o jogo fosse realizado.

 

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