Casos de estupro na Região Metropolitana desafiam a polícia

A cidade de Maricá, área de atuação da 82ª DP e da 6ª Cia do 12º BPM (Niterói), segundo os últimos números do Instituto de Segurança Pública (ISP), referentes ao mês de maio, teve cinco ocorrências de estupro. São duas a mais que o mesmo período do ano passado. A diferença aumenta para quatro quando os dados analisados se referem ao acumulado de janeiro a maio, 25 ocorrências em 2020 e 21 no mesmo período do ano passado. Em 2019 o total de casos de estupro em Maricá somou 65 ocorrências, e na série histórica, em 2013, o total chegou a atingir 84. Em todo Estado, de janeiro a maio, o número de estupros atingiu mais de 1,6 mil, e no ano passado ultrapassou 2,3 mil registros.

Em Niterói, no mês de maio houve 13 ocorrências, apenas duas a menos que na comparação com 2019 (15), um patamar considerado elevado. Nos cinco primeiros meses desse ano a cidade somou 73 casos, contra 89 no mesmo período do ano passado. Em 2019, o número de casos totalizou 215, e em 2014 a cidade totalizou 233 registros. Na avaliação de casos registrados por delegacias, a 78ª DP (Fonseca) teve 3 registros a mais na comparação de janeiro a maio (2019/2020), com respectivamente 12 e 15 registros.

Na delegacia da Zona Norte, o total de casos registrados no ano passado foi de 44, e na comparação entre os meses de maio (2020/2019) foi de menos dois casos (respectivamente 2 e 4). A diferença, para aumento da incidência de ocorrências também foi notada na 79ª DP (Jurujuba), com um registro a mais de crime de estupro para maio de 2020 na comparação com 2019, três esse ano e 2 no ano passado. De janeiro a maio de 2020 foram registrados 13 casos e no ano passado 9, ou seja, 4 ocorrências a mais.

“O crime de estupro é considerado um crime bárbaro até mesmo entre os próprios marginais. Com policiamento ostensivo, esse tipo de criminoso não vai para outro lugar. É um crime totalmente diferente. A investigação é praticamente voltada para depois que o fato aconteceu, embora também seja importante a realização de campanhas de orientação”, afirmou um inspetor da Polícia Civil, que preferiu não se identificar.

Ele acrescentou que geralmente o estuprador conhece a vítima, e ainda existem os casos dos que atacam sem sequência.

Os números de São Gonçalo, de acordo com o ISP, apontaram em maio deste ano oito registros, contra 20 no mesmo período do ano passado. De janeiro a maio desse ano foram 68 contra 92 no ano passado, queda de 26,1%, mas num patamar alto. O total de casos no ano passado foi de 263. Nas delegacias da cidade o número de registros no último mês de maio foi: 72ª DP (Mutuá) – 4 (2019 – 7); 73ª DP (Neves) – 2 (2019 – 6); 74ª DP (Alcântara) – 2 (2019 – 4); e 75ª DP (Rio do Ouro) – Zero (2019 -3). Na série histórica, em 2.012, a cidade chegou a totalizar 355 registros de estupro.

Cronologia

2 de julho – Policiais da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) prenderam ma Zona Sul de Niterói o advogado Leandro Henrique da Silva, de 42 anos. Ele tinha mandado de prisão temporária pelo crime de estupro de vulnerável. Durante as investigações da especializada, ficou comprovado que Leandro abusou sexualmente das duas enteadas por mais de 10 anos, desde que elas tinham 5 anos de idade. Atualmente elas possuem respectivamente 13 e 17 anos.

1º de julho – Policiais da 24ª DP (Piedade) prenderam um homem que se passava por médico e estuprava pacientes durante procedimentos estéticos. A prisão foi feita no consultório do acusado, no bairro da Abolição. As investigações tiveram início em junho, quando uma das vítimas procurou a delegacia para fazer o registro de ocorrência. Os agentes descobriram que o homem não era médico e que não tinha autorização para realizar procedimentos estéticos. As vítimas recebiam injeções que não sabiam do que se tratava e ficavam entorpecidas, mas sem poder oferecer resistência. Era neste momento que o estupro ocorria. As investigações para identificar outras vítimas prosseguem.

29 de junho – Policiais da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) prenderam Ismael Góes Matos, de 43 anos, em cumprimento de mandado de prisão pelo crime de estupro de vulnerável, pelo qual foi condenado. Segundo os agentes o crime foi cometido em 2005 e Ismael foi condenado a 10 anos e seis meses de prisão. Foragido desde 2012, ele foi condenado por abusar sexualmente se sua sobrinha, de 11 anos de idade. Ismael foi localizado e preso no bairro de Curicica, na Zona Oeste do Rio, após trabalho de levantamento policial.

26 de junho – O setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG), localizaram uma jovem de 24 anos, que havia desaparecido dois dias antes (dia 24) ao sair de casa, no Barroco, em Maricá, para uma suposta entrevista de emprego, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A vítima foi encontrada trancada num quarto de motel, no bairro de Piratininga, Niterói. Segundo a polícia, um homem, que não teve a identificação revelada, foi preso e autuado por crime de estupro e cárcere privado.

de junho – Policiais da 81ª DP (Itaipu) prenderam em flagrante, em Piratininga, Marcelo Rosa da Silva, autuado por crime de estupro. A vítima, que manteve um rápido envolvimento amoroso com Marcelo por cerca de dois meses, foi atraída para a casa do acusado, para conversar já que Marcelo não se conformava com o término do relacionamento. Marcelo agrediu violentamente a vítima e em seguida manteve com ela relações sexuais, sem consentimento. De acordo com a polícia, ele efetuou uma chamada de vídeo para o atual namorado da vítima, exibindo cenas da violência sexual, como forma de vingança.

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