Caso Flordelis: “Se ela chorou no enterro foi de remorso”.

Durante a audiência da nora da deputada Flordelis, Luana Rangel Pimenta, a parlamentar chorou por duas vezes. Luana contou que a sogra justificava a morte do pastor Anderson do Carmo por ele estar atrapalhando a obra de Deus e não acredita em sentimento da pastora.

Luana, esposa do filho da deputada Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, ainda afirmou que em uma das vezes que o pastor foi hospitalizado, Flordelis não demonstrou sentimentos. “No hospital onde o pastor foi levado, ficamos atordoados. Fui dar assistência a Flordelis e ela não estava chorando de verdade. Eu conheço quando ela está chorando de mentira”.

Ainda em relação as reações da deputada Luana afirmou que ‘se chorou [ela] no enterro foi de remorso. Entre 2018 e 2019 Flordelis disse várias vezes a frase que ele [o pastor] iria morrer porque estava atrapalhando a obra de Deus”.

A nora de Flordelis fez graves acusações contra a sogra, disse que a morte do pastor teria sido uma trama familiar e que o próprio pastor sabia disso. Ela também reafirmou que ele foi envenenado várias vezes.

As audiências no Fórum Desembargador Enéias Marzano, no Centro de Niterói, começaram às 9h28min. Ao todo serão ouvidos 11 réus e 27 testemunhas, inclusive a própria deputada federal Flordelis, para dar continuidade ao processo que investiga a morte do marido da parlamentar. A deputada chegou ao Fórum, dessa vez sem atrasos, chorando e sem falar com a imprensa, acompanhada do seu advogado Anderson Rollemberg.

O segundo réu, dos cinco agendados para serem ouvidos nessa sexta-feira (26), é o próprio Misael. Os esclarecimentos já começaram, porém ele exigiu que todos os réus, inclusive Flordelis, fossem retirados da audiência.

PRÓXIMOS PASSOS

Outras audiências já foram marcadas para os próximos dias 04, 11 e 18 de dezembro. Normalmente só são apresentados seis presos por audiência, por isso foram marcadas várias datas já que a quantidade de réus é grande.

RELEMBRE O CASO

No último dia 13 a deputada esteve no Fórum e alegou inocência. Na ocasião os delegados Bárbara Lomba Bueno e Allan Duarte Lacerda foram ouvidos, já que participaram das investigações conduzidas na Delegacia de Homicídios de Niterói. Também foram ouvidos um perito e dois policiais civis.

No dia 18 de setembro, a juíza Nearis dos Santos de Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a deputada federal Flordelis fosse monitorada através de tornozeleira e ficasse em recolhimento domiciliar das 23h às 6h.

O pastor Anderson do Carmo de Souza, 42 anos, morreu no dia 16 de junho de 2019 com mais de 30 tiros. Ele havia chegado em casa, na Região de Pendotiba, e foi morto na garagem por volta das 4h. Horas após o crime a deputada alegou que o crime teria sido uma tentativa de assalto mas as investigações apontaram o possível envolvimento de Flordelis, dos filhos e netos. A pistola usada no crime foi encontrada na casa da parlamentar.

Regiane acusou Simone dos Santos, uma das filhas biológicas da parlamentar, de ter atirado nos genitais e no braço do pastor Anderson do Carmo. De acordo com Regiane, os outros disparos foram feitos pelo filho biológico de Flordelis, Flávio dos Santos Rodrigues. Segundo o depoimento de Regiane, André Luiz de Oliveira, filho afetivo, e Lorrane, uma das netas da deputada, seguraram Anderson antes dos disparos serem feitos. Regiane confirmou que soube como o crime aconteceu através da Cristiana Silva, filha da deputada e mulher Carlos Ubiraci.

Em juízo, Cristiana, que mora no mesmo quintal que Flordelis, negou ter contado algo sobre o crime, já que ela nem viu como tudo aconteceu. Ela alega que estava dormindo no momento do crime, já que, devido a uma depressão, estava sob efeito de remédios.

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