Caso Flordelis: MP solicita depoimentos à Justiça

Quase dois anos após a morte do pastor Anderson do Carmo e dois inquéritos distintos para apurar o crime, o “Caso Flordelis” pode ganhar ainda mais desdobramentos. Uma terceira fase da investigação está em andamento, e é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Na quarta-feira (28), a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, onde tramita o processo contra Flordelis e outros réus pelo crime, entregou ao Gaeco mídia contendo cinco depoimentos para serem inseridos no inquérito que, segundo próprio ato ordinário, assinado pela magistrada, “apura a terceira fase do “caso Flordelis”, especialmente no tocante a Ramon.”

Foram entregues mídias contendo depoimentos das testemunhas Daiane, Roberta, Érica, Raquel e Rebeca, colhidos durante audiências de instrução para o processo, entre o final do ano passado e o começo deste ano. Questionado sobre o inquérito, o Ministério Público não havia respondido, até o fechamento desta reportagem.

O ato não deixa claro se Ramon é testemunha ou investigado pelo caso. Entretanto, em seu depoimento, Daiane Freire, filha adotiva de Flordelis, faz acusações contra o rapaz, que é neto da deputada e filho de Simone dos Santos Rodrigues. “Ramon tentou limpar a cena do crime”, disse Raiane, em depoimento à juíza.

Cabe ressaltar que, segundo apuração da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG). Ramon foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local onde Anderson foi assassinado. Segundo a especializada, o jovem telefonou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), afirmando que o pastor já estaria morto. Anderson acabou socorrido por moradores da casa a um hospital particular, na Zona Sul de Niterói.

Liberdade negada

No mesmo dia, a juíza negou novo pedido de liberdade a André Luiz de Oliveira, também filho de Flordelis, preso acusado de envolvimento no crime. A defesa do suspeito reiterou pedido de revogação da prisão preventiva, que já havia sigo negado pela magistrada. Nearis manteve a decisão anterior.

“Considerando que não houve qualquer alteração fática na situação do réu André, nos últimos 12 dias, mantenho a decisão recentemente proferida, por seus próprios fundamentos”, diz o despacho. Afirma a juíza, que também negou pedido de desmembramento do processo.

Tornozeleira – No mesmo despacho, a magistrada afirma que Flordelis finalmente buscou justificar violações relacionadas ao uso de sua tornozeleira eletrônica, como o período em que o aparelho ficou desligado, por 17 horas, segundo relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Além disso, a parlamentar também solicitou substituição do aparelho.

Vítor d’Avila

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