Caso Flordelis: juíza determina transferência de réus presos

Vítor d’Avila

Acusados de participação da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), deverão ser transferidos para unidades prisionais de diferentes. A determinação é da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, em despacho assinado na segunda-feira (11).

Os irmãos Flávio dos Santos Rodrigues, acusado de ser o executor, e Adriano dos Santos Rodrigues estão presos preventivamente na mesma unidade, Bangu I. Nearis determinou, com urgência, a transferência de Adriano para outra prisão, onde não estejam quaisquer outros réus no processo.

Outras quatro denunciadas, Rayane, Simone e Marzy, neta e filhas de Flordelis respectivamente, e Andrea, que possui ligação com o episódio da suposta carta escrita por Lucas Cézar dos Santos de Souza, também réu, também deverão ser transferidas para unidades prisionais diferentes entre si. Elas estão detidas no Instituto Penal Santo Expedito.

As transferências atendem determinação anterior do Juri para que os réus não possam ter contato entre si. Nearis ainda solicitou à Secretaria de Administração penitenciária (SEAP-RJ) que informe sobre por quê os réus foram colocados nas mesmas unidades prisionais.

Procurada e questionada sobre se as transferências já aconteceram ou possuem previsão para tal, a SEAP não havia respondido, até o fechamento desta edição.

O processo referente à segunda fase do inquérito que investiga a morte do pastor Anderson está na fase de audiências de instrução. Está marcada, para o dia 22 de janeiro, a continuidade do interrogatório dos réus.

A primeira ré a ser interrogada foi Flordelis, em 18 de dezembro. Em seu depoimento, ela admitiu ter conhecimento sobre um plano anterior, supostamente arquitetado por Lucas e Marzy, para matar Anderson. Nas audiências anteriores, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa.

Agressão a jornalista em audiência

No mesmo despacho, a juíza expediu ofício à Direção do Foro para que informe se algum dos seguranças de Flordelis acautelou arma no Fórum de Niterói, durante audiência de instrução realizada no dia 4 de dezembro de 2020, e o respectivo nome, se houver. O motivo da determinação é auxiliar na investigação de denúncia de agressão, feita pela jornalista Renata Igrejas, do SBT.

No momento em que Flordelis deixava a sala de audiências, naquele dia, para intervalo de almoço, a profissional de imprensa alegou que um dos seguranças da deputada a agrediu com um golpe conhecido como “gravata” em seu pescoço.

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