Caso Flordelis é enviado ao Conselho de Ética

A reunião da Mesa Diretora da Câmara realizada na manhã de quarta-feira (28) decidiu pelo envio do caso Flordelis ao Conselho de Ética. A decisão foi tomada de forma unânime pelos parlamentares e faz parte do andamento do rito que pode resultar na cassação do mandato da deputada e perda da imunidade parlamentar de Flordelis possibilitando a sua prisão pelo crime de homicídio do seu então marido Anderson do Carmo em junho de 2019, em Piratininga, Niterói. Flordelis é a acusada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do crime.

A análise do Conselho de Ética, porém não será imediata porque o funcionamento do colegiado parou em março por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. O Conselho só retornará após uma aprovação de um projeto de resolução no plenário principal da Câmara. Um projeto de resolução também poderia trazer o retorno das atividades como as da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Além do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), fazem parte da Mesa Diretora seis integrantes titulares e quatro suplentes. O parecer em votação foi recomendado pelo corregedor da Câmara, Paulo Bengtson (PTB-PA), que aconselhou pela continuidade da investigação sobre Flordelis. No relatório feito por ele, há a afirmação sobre tanto na representação feita por deputado Léo Motta (PSL-MG), em agosto desse ano, quanto no inquérito da Polícia Civil, haver indícios suficientes de irregularidades ou de infrações às normas de decoro e ética parlamentar”. A aprovação do parecer não dependia da maioria absoluta, apenas da maioria dos votos dos presentes.

Uma votação para o retorno das atividades do Conselho de ética chegou a ser feita, porém não teve avanço por conta da disputa de articulações políticas para o impedimento de avanços de algumas pautas no CCJ e uma disputa por quem comandaria a comissão. O deputado Juscelino Filho (DEM-MA) espera agora por uma acordo entre lideranças partidárias para a aprovação de outro projeto que trata exclusivamente do retorno do colegiado de forma remota.

No dia 18 de setembro, a juíza Nearis dos Santos de Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a deputada federal Flordelis fosse monitorada por tornozeleira eletrônica e ficasse em recolhimento domiciliar das 23h às 6h. A parlamentar, os sete filhos, uma neta, um ex-policial militar e esposa do mesmo são os que figuram como réus na morte do pastor Anderson do Carmo assassinado quando chegava em casa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 × quatro =