Caso de girafas do BioParque continua sem solução

Há sete meses, três girafas morreram no Zoológico Safári Portobello, em Mangaratiba. Apesar de 15 animais terem sobrevivido, o caso continua sem solução. Protetores dos animais tentam habeas corpus para deslocar as girafas até um local adequado.

O processo está sob a responsabilidade do juiz Marcelo Luizio Marques Araújo. Pelo pedido, a soltura dos animais deve ser iniciada em recintos abertos com área mínima de 600m². Além disso, o parlamentar também pede que as girafas sejam transferidas com segurança para um local o mais parecido possível ao seu lar na África do Sul.

Em contato com Ibama, foi constatado que compete ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) avaliar as instalações. Procurado, o INEA não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Em nota, o BioParque afirmou que reitera a responsabilidade com as girafas e com o programa de conservação e informa que repudia qualquer caluniosa ilação sobre a prática de maus-tratos aos animais. Ainda de acordo com o zoológico, as girafas estão bem e evoluindo positivamente a cada dia. Toda a área de cambiamento e recinto atende a normativa – IN 07/15 e as girafas possuem acesso às áreas externas, com progressão de acordo com o comportamento de cada indivíduo.

A aclimatação é conduzida por uma equipe técnica especializada, com ampla experiência, e validada por especialistas em manejo dessa espécie para que os animais possam conviver em amplos espaços com segurança. Além disso, é acompanhada pelos órgãos competentes.

“O BioParque do Rio reforça sua absoluta responsabilidade com o manejo de fauna e com projetos de longo prazo de restauração da natureza, amparados em educação, pesquisa e conservação de espécies”, afirmou em nota.

O drama das girafas

Em 11 novembro do ano passado 18 girafas chegaram ao Rio de Janeiro vindas da África do Sul, em uma importação autorizada pelo Ibama. Os animais foram levados para Mangaratiba e posteriormente para o resort em questão. No dia 14 de dezembro seis girafas derrubaram a cerca de proteção e fugiram. Após serem capturadas, três delas morreram.

 Em janeiro, a Polícia Federal apreendeu 15 girafas e começou a investigar a morte das outras três. Os animais seriam levados para O BioParque do Rio.

Na época, os agentes federais e os analistas ambientais constataram situação de maus-tratos dos animais e, diante disso, dois homens, responsáveis pela manutenção das girafas, foram presos, os animais apreendidos e depositados sob cuidados da entidade. O IBAMA ficou responsável pela supervisão e adotaria todas as providências necessárias para salvaguardar a integridade das girafas.

Durante o ocorrido, o BioParque negou que os animais tenham sofrido maus tratos. Além disso, a administração do zoológico afirmou que a importação dos animais seguiu todos os procedimentos necessários e que foi devidamente aprovada pelos governos do Brasil e da África do Sul.

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