Casal acusado de racismo em Itacoatiara nega ter discriminado jovens gonçalenses

O casal acusado de racismo por um grupo de moradores de São Gonçalo, no último sábado (28), na Praia de Itacoatiara, Região Oceânica de Niterói, negou que tenha agido de forma a discriminar as possíveis vítimas. Os suspeitos de ter cometido as ofensas se manifestaram, nesta terça-feira (31), por meio de um comunicado, assinado em conjunto pelo casal, que preferiu não ter a identidade revelada.

Nessa nota, eles afirmam que as denúncias feitas pelo grupo de jovens são falsas. O casal afirma também ter sido vítima na ocasião, além disso, eles afirmam que são “pessoas de boa índole, bom caráter, boa-fé, reputação ilibada e inidoneidade moral”. O casal também alega possuir imagens em vídeo que comprovam não terem cometido atos racistas contra os denunciantes.

O caso está sendo investigado pela 81ª DP (Itaipu). O casal foi intimado a prestar depoimento na distrital, a fim de esclarecer os fatos apresentados pelos jovens. Os acusados confirmaram que irão comparecer à distrital, mas não revelaram em que dia o farão. De acordo com o delegado Fábio Barucke, titular da delegacia, as oitivas estavam previstas para esta terça-feira.

Leia o comunicado, na íntegra:

“Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que a narrativa dos fatos, como realizada pelas vítimas e, divulgada, acreditamos, eticamente e de boa-fé pelas mídias e órgãos de imprensa, a partir da única versão dos fatos, reitera-se, divorcia-se completamente da realidade ocorrida no palco dos acontecimentos, principalmente quando cotejada com a versão das supostos agressores, também vítimas, das diversas testemunhas presenciais (moradores e não moradores) e das filmagens e imagens captadas, não somente por outras pessoas, mas, também, pelas câmeras de segurança existentes no bairro, verifica-se a completa incompatibilidade com a verdade.

Nesse primeiro momento, diante do bombardeio de informações falsas, equivocadas e desencontradas, torna-se necessário frisar que os supostos agressores, tb. vítimas e agredidos, são pessoas de boa índole, bom caráter, boa-fé, reputação ilibada e inidoneidade moral, o que, decerto, será devidamente argumentado e comprovado perante os órgãos constituídos para tal fim (Poder Judiciário) pelo Estado Democrático de Direito.

Por fim, nesse momento, na crença e certeza de que os órgãos de imprensa livres e de boa-fé, alicerçados na função e dever social de informar, reservam-se os supostos agressores, também vítimas, ao direito ao silêncio e de informar a não autenticidade e não veracidade dos fatos, não somente em respeito à todas as pessoas que, diante dessa primeira versão preconceituosa e racista da narrativa sintam-se agredidas, mas, também, à própria dinâmica da vida e da natureza, que necessitam de sobriedade e serenidade para a absorção dos acontecimentos, de forma a afastar leituras, interpretações e julgamentos acordados.”

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