Casal acusado de racismo em Itacoatiara deve depor na terça-feira

Acusados de racismo por um grupo de jovens moradores de São Gonçalo, o casal que teria feito as ofensas deve ser ouvido pela Polícia Civil na próxima terça-feira (31). A informação foi confirmada pelo delegado Fábio Barucke, titular da 81ª DP (Itaipu), responsável pela investigação.

Ainda de acordo com o delegado, o caso está sendo investigado como possível crime de racismo. Barucke esclarece que as vítimas já prestaram depoimento e que, além do casal, outras testemunhas foram citadas e serão ouvidas. De acordo com apuração feita por A TRIBUNA, o casal teria negado as acusações e afirmado possuir testemunhas que poderiam depor a seu favor.

“A oitiva deve ser na terça feira. A princípio [está sendo investigado como] racismo. As vítimas já foram ouvidas. Testemunhas foram citadas, vamos procurar ouvir durante a semana”, explicou o delegado. O registro da ocorrência foi feito, na manhã de sábado (28), após os jovens denunciarem o caso a agentes do Corpo de Bombeiros, que trabalhavam na praia.

‘Me senti diminuído’

Um dos jovens que teriam sido ofendidos pelo casal relatou, à reportagem de A TRIBUNA, o constrangimento que passou. “Eu chorei muito porque me senti muito diminuído, mas eu sinto pena de pessoas assim. Até os outros moradores que estavam no local comentaram que nós, mesmo sendo da periferia, queríamos dialogar, que não fizemos nada demais”, desabafa o jovem. “É uma coisa que vemos acontecer através da televisão, mas acabou acontecendo conosco. Muito triste passar por isso. Eu não desejo isso para ninguém”, finaliza o jovem.

Recordando

Na manhã deste sábado, um grupo de cinco amigos do bairro Tribobó, São Gonçalo, que tinha acabado de chegar em Itacoatiara para passar o dia na praia, teve seu momento de lazer interrompido devido a um desentendimento com um casal de moradores da região. De acordo com uma das vítimas, o casal exigiu que um dos amigos desligasse o aparelho celular que estava conectado a um sistema de som.

Ainda segundo relato do jovem, seu amigo teria se negado a desligar o aparelho justificando que se tratava de um local público e que ele não era obrigado a deixar de fazer uso do equipamento. “Logo após chegarmos na praia, ligamos o som e, 15 minutos depois, apareceu o casal mandando desligar tudo e sair da praia.” A partir desse momento, o jovem relata que começaram as agressões.

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