Casais contam como lidam com o namoro na pandemia

Nesse sábado (12) é celebrado o Dia dos Namorados. Mas, durante o período de pandemia, como é manter o relacionamento em meio à crise sanitária? Casais contam como fazem para driblar a saudade em tempo de isolamento
social e provam que é possível até começar a namorar durante a pandemia. Um especialista também explica como as relações interpessoais ficam afetadas durante o momento crítico de disseminação da Covid-19.


O escrevente Thales Ribeiro, 34 anos, e a bióloga Maria Clara Alves, de 31, estão namorando há seis anos e tiveram que se adaptar, com o relacionamento duradouro, durante a pandemia. O pior momento foi no ano passado, onde tudo era muito novo.

“Até uns três meses de pandemia a gente se via semana sim e semana não. Depois chegamos a
abrir uma distância de duas semanas sim e duas semanas não e o máximo chegou quando eu peguei Covid-19. Nos vimos só quando ela foi levar comida pra mim porque minha mãe estava internada com Covid também. A Maria tomou a primeira dose e a gente está se vendo com mais frequência”, lembrou.

Thales e Maria Clara


Já a assessora parlamentar Ângela Moreno, de 41 anos, e o advogado Guilherme Vinagre Pinto de Souza, de 38 anos, começaram a namorar na pandemia. “Nós nos conhecemos na adolescência e passamos uns 20 anos sem nos ver. E depois desses anos todos começamos a namorar. A pandemia aproximou ainda mais, pois como fazemos distanciamento social das demais pessoas a gente passa a maior parte do tempo juntos! Por nosso namoro já
ter começado na pandemia não tivemos a experiência de namoro pré-pandemia. Mas sentimos falta de fazer programas como ir ao cinema, teatro, restaurantes, visitar e receber os amigos em casa”, contou Guilherme.

Guilherme e Ângela

Os pombinhos apaixonados sentem falta um do outro quando estão distantes e sofrem de saudade.
“Por conta do isolamento a gente fica muitos dias seguidos juntos, o que é ótimo, aumenta a intimidade e inevitavelmente as escovas de dentes estão bem juntas. Quando não estamos juntos fisicamente a gente se vê por vídeo e mata a saudade desse jeito, a gente já até viu um filme ‘juntos’ assim: cada um em sua casa, demos o play juntos e assistimos ‘Um lugar chamado Notting Hill’ olhando pra televisão e nos vendo pelo celular”, lembrou Ângela.


O psicólogo Waldenir Cruz explica que as relações não deveriam se alterar em função da pandemia.


“Deveríamos todos estar em um equilíbrio tal que não nos alterássemos em função de eventos exteriores, eventos que estão alheios a nossa vontade. Infelizmente somos bastante influenciados por esses eventos externos que alteram
nosso comportamento. Em tempos de distanciamento social isso fica mais difícil. Como costumamos
dizer, os ‘nervos ficam a flor da pele’. Precisamos estar mais atentos a nós mesmos e nossos sentimentos. Essencialmente precisamos nos respeitar e ter o autorespeito”, finalizou.

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