Casa Maria Magdala pede socorro ao governador

Wellington Serrano –

A Casa Maria de Magdala, instituição filantrópica localizada no bairro do Sapê, em Niterói, que cuida de adultos e crianças portadores do vírus HIV, lamentou que a parceria que mantinham com a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) não será renovada. Em nota, a instituição afirma que a secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, não reconheceu o convênio ampliado até o fim deste ano pelo ex-secretário Sérgio Ricardo e pegou todo mundo de surpresa ao informar que a parceria com a Loterj não será renovada. “Com isso, logo de cara, já deixamos de atender cerca de trinta usuários”, lamentou a administradora Diva Belfort.

A falta de repasse, diz ela, ocorre desde o início do ano e, sem esse compromisso em dia, a entidade vai encerrar os atendimentos de fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e assistência social.

“Ainda sem saber da falta deste repasse pagamos até maio quando aconteceria o início da prorrogação”, declarou.

A administradora da Casa Maria de Magdala disse que ainda acredita que o governador possa abrir outra oportunidade de convênio.

“Não podemos fechar portas. Contamos com a solidariedade de alguns colaboradores e patrocinadores e vamos fazer de tudo para voltar a oferecer esses serviços que, só no ano passado, atenderam a cerca de 4.400 pessoas, a maioria da comunidade encaminhada pelo médico de família”, realçou Diva.

A Casa Maria de Magdala foi fundada em 22 de julho de 1991, após uma ideia de ação integrada da educação e da assistência social aos portadores do vírus da Aids. A entidade atende em torno de 170 famílias cadastradas com um ou mais membros vivendo e convivendo com HIV/Aids, além de 20 crianças portadoras de necessidades especiais no Atendimento Educacional especializado AEE Alan Kardec e em oficinas terapêuticas nos moldes de um Centro Dia.

A administradora, pais, responsáveis, técnicos e usuários destes serviços pedem “socorro!”, diz a nota.

“Precisamos de ajuda, pois não podemos ficar neste jogo de empurra, quando amputados, pessoas com acidente vascular cerebral (AVC) e paralisia cerebral necessitam de fono e fisioterapia para a continuidade dos atendimentos. Esta verba, mantém a esperança da recuperação dos movimentos e da fala”, lamentou Diva Belfort.

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