Carta Branca = Bilhete Azul


Celio Junger Vidaurre


Quando toda população brasileira anda preocupada com essa quarentena em face da proliferação provocada pela Covid-19, eis que, nosso Presidente, diga-se de passagem, teve a clarividência de escolher excelentes figuras técnicas para compor seu ministério, mas, numa atitude externada por sua ciumeira do sucesso na mídia de seus ministros da Justiça e da Saúde, levou a ser protagonizada uma briga de egos para mostrar que seu prestígio não pode ser atingido por quem quer que seja, e deveria ser mantido por acreditar no seu potencial de liderança.
Conclusão, neste mês de abril, foram excluídos da atual administração, dois dos bons ministros escolhidos por Bolsonaro, mesmo com suas aprovações e pelos mesmos motivos, a ciumeira, numa nítida demonstração de que a Carta Branca outorgada aos seus comandados era, na verdade, um autêntico “bilhete azul”. Já nos primeiros meses de governo, Moro teve o COAF tirado de seu comando, e agora, o Presidente desejava trocar o Comando na Polícia Federal e trocou. Moro pegou o seu boné e foi embora.
O que fica de verdadeiro, nessa atitude do Presidente, ao contestar seu ministro da Justiça por não ter concordado com a mudança pretendida na Polícia Federal é que, quando convidou Sergio Moro, através de Paulo Guedes, naquela oportunidade, dizia-lhe ter CARTA BRANCA na condução do Ministério. Todavia, no curso do primeiro ano do mandato, a situação era totalmente diferente daquilo acordado na presença de Paulo Guedes, além de ser o cara para vir em público e dizer quem está falando a verdade.
As desastrosas consequências ocorridas na saída de Moro, têm deixado o brasileiro nesse isolamento social quase obrigatório sem saber do que está por vir, vez que, não se discute outra coisa, senão saber quem está certo ou quem está errado e, ainda, com esse novo ministro da Saúde, empossado no dia 17/04 e não sabe por onde começar sua administração, pois, está apenas estudando como será combatido o Coronavírus. Queira Deus que o ministro da Saúde seja iluminado na sua tarefa.
No momento complicado vivido por nós, está difícil saber se o pior é a COVID 19 ou o que está na mente de nossos governantes, agindo como oportunistas em prol de seus desejos eleitorais. Como fica os eleitores confinados nesta angústia diária, lendo sobre a articulação do Bolsonaro com Roberto Jefferson, Waldemar Costa Neto, Ciro Nogueira, Kassab e outros consagrados corruptos? Nada é mais terrível de se ver.
O pedido de Moro ocorreu às 11 horas e Bolsonaro fez pronunciamento às 17 horas cheio de deturpações. Informou a prisão da avó de sua mulher e que seu filho 04 é o grande “garanhão” da Barra, coisas que a preocupada população não tem qualquer interesse de saber.
O Presidente não sabia o que falar e jogou 40 minutos de “conversa fora” para em 5 minutos ler o que a sua assessoria lhe preparou. Na prática, nem o pessoal da esquerda e nem o pessoal da direita provam ser capazes de dirigir o país. No mais, que Tarcísio (Estrutura), Paulo Guedes (Economia), Braga Neto (Casa Civil) fiquem de olhos bem abertos porque a qualquer momento também podem ser retirados de campo. É uma pena!

CIÚMES POR SUCESSO DE ASSESSOR NÃO DEVERIAM OCORRER!

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