Carreata pede volta às aulas em Niterói

Niterói continua sendo palco de manifestações que pedem o fim de determinadas medidas restritivas. Na manhã deste domingo (18) uma carreata pediu a reabertura das escolas no município. Cerca de 60 veículos saíram da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro, passaram pela Praia da Boa Viagem, Praia de Icaraí, Estrada Fróes e Praia de São Francisco até chegarem a casa do prefeito Axel Grael, no mesmo bairro.

Com cartazes, carros pintados e uma caixa de som, o movimento ‘Pais e Mães na Luta Pelo Retorno Escolar’, reúne pais, mães, professores, proprietários de escolas, gestores escolares, pedagogos, inspetores escolares e profissionais da saúde. Juntos, eles cobram do prefeito o retorno das aulas presenciais, independente da manutenção do lockdown. 

Todo o trajeto foi acompanhado por agentes da Guarda Civil Municipal e policiais militares

“Um profissional ensinando aos nossos filhos, o rendimento deles é muito melhor do que em casa com a gente que não tem a mesma didática para ensinar. A escola é essencial”, disse Maria Clara Raizel, mãe de dois alunos da rede municipal.

Uma representante do Sepe-Niterói, que preferiu não se identificar, disse que a classe mantém a decisão de só retornar para a sala de aula quando todos da educação estiverem vacinados. “Nós repudiamos esses atos, estamos vivendo um dos piores momentos da Pandemia, inclusive o próprio prefeito deu entrevista semana passada reconhecendo isso. Continuamos com o mesmo posicionamento. Só voltaremos com todos os profissionais da Educação vacinados”.

CARTA ABERTA AOS FAMILIARES DOS ALUNOS

Em uma carta aberta dos profissionais da educação foi publicada ontem na rede social do Sepe Niterói. No texto eles informam que estão preocupados com a possível reabertura das escolas e informam às famílias dos alunos o motivo pelo qual são contra tal atitude.

“A relevância da Educação é incontestável. Todavia, neste momento, a prioridade deve ser a proteção à vida. Diante de tal cenário, parece-nos precipitado que o retorno às aulas presenciais se torne pauta prioritária. É evidente que estamos cientes dos prejuízos – sobretudo de ordem emocional e social – que o fechamento das escolas impõe às nossas crianças. Entretanto, sem o rigoroso cumprimento de protocolos sanitários, não há garantia de segurança no espaço escolar, principalmente na etapa inicial da Educação Básica”, diz um trecho da carta.

Em outro pedaço o Sepe mostra preocupação com a quantidade de funcionários necessária para o funcionamento da escola, como por exemplo, aqueles que vão realizar a higienização dos ambientes, já que antes da pandemia existia um déficit nessa área. Com o retorno das aulas presenciais, haverá uma demanda muito maior para que seja realizada a limpeza estipulada pelo protocolo de combate a Covid-19.

Além dos protocolos que devem ser cumpridos internamente nas unidades de ensino, o texto da carta cita o fato de alunos, familiares e funcionários precisarem usar transporte público para chegar à escola, expondo-se, pois, ao risco de contágio também no trajeto.

“Entendemos que para o retorno ao ensino presencial (mesmo no formato híbrido) é preciso se garantir, minimamente, a imunização de TODOS OS PROFISSIONAIS que atuam nas escolas e desejamos que isto ocorra o quanto antes”, diz outro trecho.

A carta pode ser lida aqui na íntegra.

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