Carlos Roberto Boechat poderá ser nome de rua na Região Oceânica

Raquel Morais

A via que dá entrada e saída para o ‘Túnel Charitas-Cafubá’, do lado da Região Oceânica, deverá ganhar um novo nome: Carlos Roberto Boechat, em forma de homenagem ao vereador eleito, que faleceu no último sábado, 12, vítima de complicações da Covid-19. A filha de Boechat, a servidora pública Alexandra Boechat de 39 anos, explicou que a possibilidade do nome aconteceu entre uma conversa com os familiares de Boechat e o atual prefeito Rodrigo Neves e o eleito Axel Grael.

A filha contou que não tem detalhes sobre o assunto, mas que entre as conversas que teve, durante as condolências pela morte do seu pai, Neves e Axel mostraram esse interesse. “Essa avenida não tem nome e acredito que seria uma linda homenagem. Papai trabalhou e respirou a obra da abertura dos túneis com muito amor. Ele foi de casa em casa, participou dos processos de desapropriações e implosões. Ele considerava um tour por Niterói ir visitar a obra. Ele respirou aquilo como uma realização para os niteroienses e para os moradores da região. Papai se entregou e viveu aquela obra e seria uma homenagem que teria total ligação com ele”, contou emocionada.

E essa não é a única forma de homenagem para Carlos Boechat. Durante sessão plenária na Câmara dos Vereadores essa semana, foi ventilada a possibilidade de uma praça na Fazendinha também receber o nome do então administrador da Região Oceânica. “Eu prefiro uma avenida com o nome dele do que uma praça. Acho que a rua é muito mais a história do meu pai”, completou Alexandra.

Boechat foi eleito vereador de Niterói nas últimas eleições de novembro pelo partido PDT com 2.916 votos. O engenheiro, nascido no Uruguai, era casado, pai de quatro filhos, avô de dois netos. Ele estava internado no Hospital Santa Marta, em Santa Rosa, desde dia 19 de novembro e no dia 12 de dezembro não resistiu e faleceu. Enquanto recebia cuidados hospitalares, Boechat teve uma boa recuperação e depois teve um quadro de piora, e teve que ser transferido para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde foi sedado e entubado.

HISTÓRIA

Sua trajetória profissional se confunde com a história das grandes obras de infraestrutura e desenvolvimento da cidade de Niterói. Trabalhou na Superintendência de Limpeza Urbana de Niterói (atual CLIN). Como engenheiro civil, atuou em diversas obras de infraestrutura na cidade, entre elas Alargamento da Estrada Francisco da Cruz Nunes (parte que dá acesso à Região Oceânica), a construção da Estrada Manoel Pacheco de Carvalho (Estrada Velha), a abertura do túnel Raul Veiga (que liga São Francisco a Icaraí), o alargamento das praias de São Francisco e de Charitas e das ligações do Sapê, Caramujo e Ititioca. Como administrador regional da Região Oceânica, atuou em grandes projetos, tais como: CISP (Centro Integrado de Segurança Pública), Transoceânica e o Túnel Charitas-Cafubá, obras de macrodrenagem e urbanização concluídas do Fazendinha, Cafubá, Bairro Peixoto, Boavista e da Av. Romanda Gonçalves.

Carlos Boechat é irmão do jornalista Ricardo Boechat, que morreu aos 66 anos no dia 19 de fevereiro de 2019 após a queda do helicóptero em que estava, na Rodovia Anhanguera, em São Paulo. Na época ele estava trabalhando como apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM além de ser colunista da revista ISTOÉ. Além dele, o piloto Ronaldo Quattrucci também morreu no acidente.

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